sexta-feira, 1 de julho de 2011

Fora de serviço



Venho por meio desta notificar que estarei fora do ar por um mês, motivo: Vou estar na China e lá é tudo bloqueado! Facebook, google, skype, blogger...

Sei que não tenho atualisado o Blog com tanta frequência como eu gostaria, mas agora vai demorar ainda um pouquinho mais, tentarei durante a minha estadia na China (um mês) anotar no word o progresso da minha viagem e depois quando chegar na Rússia, meu próximo destino, eu atualizo este mês de Julho.
Um grande abraço a todos.

Sem mais, agradeço a todos a compreensão.

Bangkok – De volta a Tailândia!


Minha estadia em Bangkok foi ultra-rápida, apenas dois dias, cheguei no dia 24 a noite e peguei o vôo para Hong Kong dia 26 bem cedinho. Durante o único dia que fiquei na Tailândia eu andei bastante pelo centro da cidade e fui visitar o Palácio dourando que tem o maior Buda dourado deitado do mundo, é realmente impressionante. O palácio é interessante mas não difere muito dos milhares de outros templos espalhados pela Tailândia, mas o Buda deitado é incrível, ele fica em um salão enorme. Na entrada do salão você pode ouvir o tintilar ininterrupto das moedinhas de oferenda a Buda porque nas costas do grande Buda eles colocaram diversos vasos de metal e você pode trocar suas notas por moedas de um centavo de Bath e colocar uma em cada vaso, uma fila enorme é formada e as pessoas colocam as moedas, uma em cada vaso, o resultado disso é um som de metal muito interessante que cria toda uma atmosfera diferente no salão.

O gigante Buda deitado


Bangkok é uma cidade muito grande e eu não tive tempo de ver quase nada, a rua que fiquei é a mais movimentada do centro chama-se “Khao San Road”, milhares de turistas para todos os lados, banquinhas de camelôs, motoristas de tuk tuk e taxis, banquinhas de comida, e um movimento frenético e durante a noite o movimento triplica!

Khao San road durante o dia


Na primeira noite eu cheguei tarde e depois de olhar uns cinco hoteizinhos baratos escolhi o mais pé de chinelo possível, uma espelunca, foi de longe o lugar mais esquisito que eu já fiquei desde que deixei o Brasil, depois eu vou postar um vídeo mostrando a pinta do lugar. No segundo dia eu tive mais tempo na parte da manhã de achar um lugar mais decente e só um pouco mais caro. Bangkok não é uma cidade barata, ainda mais comparando com Laos e Camboja, se gasta 20 dólares por dia brincando só com alimentação e hospedagem e você ainda tem que pagar para transporte e entrada nos locais que também não é muito barato.

Vasos para oferenda a Buda


Conversei com diversas pessoas que ficaram mais tempo em Bangkok e fiquei sabendo de diversos programas turísticos super interessantes de se fazer na cidade e nos arredores. Pena eu não ter mais tempo desta vez, mas fica pra próxima. A coisa boa de não ver tudo de uma só vez é que sempre da vontade de voltar. Apesar de muito movimentada a cidade é tranqüila para se andar com equipamento fotográfico pelas ruas, ninguém te aborda, Bangkok é famosa por ter batedores de carteira e oportunistas, mas desde que você cuide bem dos seus pertences é muito tranqüilo. Uma coisa engraçadíssima que vi em Bangkok foram as propagandas que os candidatos as eleições fazem, você pensa que Tiririca é só no Brasil, dá uma checada nesse poster de um dos candidatos:

Candidato a eleição em Bangkok


De maneira geral a minha experiência na Tailândia foi perfeita, tirando a parte financeira que pega um pouco de resto é só alegria, lugares lindíssimos para se visitar, praias, rios, florestas, cachoeiras, ilhas, enfim, uma infinidade de coisas para se fazer e se ver. Aconselho a todos visitar esse país maravilhoso.

Detalhes do palácio dourado

quinta-feira, 30 de junho de 2011

20 de junho de 2011 – Meu aniversário


Comemorei o meu aniversário em grande estilo num restaurante Indiano em Siem Reap, eu estava bem cansado de comer arroz e macarrão fritos todos os dias que é a comida típica desta região, estavam comigo o Nicolas e um casal da Holanda que conhecemos em Laos e também fizeram a viagem de ônibus comigo. Foi uma noite bem agradável, conversamos bastante, até tive a oportunidade de experimentar um vinho francês que havia no restaurante, muito bom e inacreditavelmente barato (9 dólares). Meus amigos não deixaram eu pagar nada neste dia, a comida estava um delícia como nos melhores restaurantes indianos, o dono do restaurante é um indiano muito simpático que nos atendeu da melhor forma possível.

Eduard, Francini, eu e Nicolas

Camboja

O único lugar em que estive em Camboja foi Siem Reap que é a cidade onde esta localizado o maior complexo de templos do mundo chamado Angkor Wat. Cheguei em Siem Reap no dia 19 de junho, um dia antes do meu aniversário. Nicolas o amigo que fiz em Laos estava comigo de novo, nos reencontramos um dia antes de eu deixar Laos. Fiz também amizade com um senhor muito simpático da Florida (USA), seu nome é Robert ele fez alguns passeios com a gente nas ilhas e em Siem Reap.


Nicolas, eu e Bob



O ingresso para visitação dos templos de três dias custa a bagatela de 40 doletas! Extremamente caro, mas quando você entra nos antigos templos você esquece que gastou tanto dinheiro, hehe. O templo mais antigo data de 700 depois de Cristo, os templos em sua maioria estão em ruínas, pedras gigantescas sobrepostas umas as outras, escadas intermináveis, muitas estátuas e monges Budistas e um cenário inacreditável. Para visitar os templos aluguei no primeiro dia uma bicicleta muuuuito velha e fiz um percurso de uns 30 km para ver os templos localizados mais perto da cidade. Para os próximos dois dias nós alugamos uma scooter, também muuuuito velha, e fizemos o grande circuito para visitação de todos os templos do complexo. São mais de 20 templos, os primeiros são incríveis, mas com o tempo eu confesso que você fica um pouco cansado de ver tanta pedra, hehe, alguns templos são muito parecidos entre si, mas outros são bem diferentes com árvores e diferentes formatos. Os mais famosos são o Angkor Wat, o Beyon e o Ta Phrom, o resto é interessante também mas são muito parecidos com estes que são os maiores da região.


Templo - Angkor Wat



As chuvas foram um verdadeiro obstáculo para a visitação dos templos, estava chovendo muito mais que em Laos, e as vezes por diversas horas, e eu estava com meu equipamento fotográfico então tinha que me esconder em baixo de algum teto o tempo todo e esperar e esperar... E quando o sol vinha chegava rachando, 40 graus na cuca, o clima foi realmente o maior desafio.


Templo - Ta Phrom



Os preços de alimentação e hospedagem em Siem Reap seguem o padrão de Laos, é possível encontrar um hotel confortável e limpo com internet WIFI a partir de 5 dólares. O Robert quis ficar em um hotel mais caro, ele achou um por 30 dólares a diária incluindo café da manhã, ar condicionado, piscina, padrão quatro estrelas do Brasil... inacreditável! O lugar mais parecia um palácio de tão grande! O povo de Siem Reap é bem amistoso e muito mais pessoas falam inglês do que em Laos, mas também é muito mais fácil encontrar interesseiros e oportunistas querendo te vender todo tipo de tranqueiras inúteis, andar pelas ruas mais movimentadas de Siem Reap pode ser irritante como na Índia algumas vezes de tanto que os motoristas de Tuk tuk e os vendedores te aporrinham.




Monges no templo em ruínas



Fiquei ao todo cinco dias em Siem Reap, Angkor Wat é a principal atração do Camboja, mas não é a única. Infelizmente por falta de tempo não pude explorar mais do interior e do litoral do país. Minha passagem para Hong Kong estava comprada para o dia 26 de junho e eu ainda tinha que me dirigir a Bangkok na Tailândia.

Laos - Balanço geral


Laos foi sem sombra de dúvida um dos países que eu mais gostei até agora. O povo é muito amigável, sempre sorrindo e cumprimentando todo mundo, principalmente as crianças, sempre que eu passava pelas pequenas vilas as crianças vinham correndo sorrindo e cumprimentando.
A Comida de maneira geral é melhor e bem mais barata que na Tailândia, e eles tem uns sanduiches gigantes por um dólar, incrível! E uns shakes de frutas deliciosos por 50 centavos de dólar. As acomodações também são inacreditavelmente baratas, por cinco dólares você fica em hoteizinhos de primeira, 100 vezes melhor que na Índia, e o povo de Laos são sempre muito limpos, todas as acomodações são limpas e com colchões e materiais de qualidade.
Em Laos tive mais oportunidades de sair dos circuitos turísticos, pude visitar pequenas vilas isoladas e conhecer mais do povo e ver mais de perto a cultura do país sem tanta influência do turismo. As paisagens são lindíssimas, rios, morros bem grandes, muita mata verde, cachoeiras e cavernas. O difícil é a comunicação nesses locais, pra comer ou procurar lugar para dormir fica bem difícil, o jeito é apontar com dedo pra comida dos outros e gesticular bastante para ver se eles entendem, mas é sempre divertido.
A pior parte para mim foram as chuvas, porque estive em Laos durante o mês de junho e chove quase todo dia por esta região, o que ajudou um pouco a amenizar o calor insuportável! Mas o bom é que não chove durante todo o dia, são chuvas rápidas que vem para refrescar um pouco o ambiente e depois vão embora. Bom é isso, Laos foi definitivamente um dos melhores destinos que visitei até o momento, uma viagem ao passado, pequenas vilas, muito verde e natureza, pessoas amistosas. E tudo isso por um preço bem em conta.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Don Khong


A chegada a ilha Don Khong foi bastante cansativa, peguei o ônibus popular que partiu às 17:00 horas de Thae Khaek com previsão para chegar por volta das 3:00 da manhã. O ônibus parou diversas vezes durante todo o percurso, um pneu furou e atrasou em diversas horas a chegada, o ônibus era muito velho, nos últimos 70 km de viagem outro pneu estourou e eles não tinham mais pneu para fazer a troca então o cara apenas reduziu a velocidade e continuou, um barulho desagradável e uns pulinhos irritantes nos acompanharam até o final da jornada. Cheguei às 6:00 da manhã em Don Khong, que é a ilha maior e também a menos movimentada do sul de Laos, escolhi esta ilha propositalmente para ter um tempo para finalmente descansar. As últimas semanas foram intensas, muitos templos, muitas cachoeiras e cavernas, muitas pessoas, dormindo pouco sempre na correria. Tirando os trechos que passei na praia, minha rotina tem sido bem intensa, por isso decidi tirar esses dias de descanso em Don Khong, sem nenhum compromisso de ver nada, só passear de bicicleta pelas estreitas ruazinhas, ver o povo das pequenas vilas, sem hora pra nada.
Cheguei aqui no dia 13 de junho e pretendo partir para o Cambodia no dia 19, um dia antes do meu aniversário. A internet na ilha é sofrível, a maioria do tempo não tenho conexão, e quando tenho a velocidade é extremamente lenta. Estou aproveitando o meu tempo para editar mais algumas fotos, ler bastante e dar alguns passeios, existem diversas ilhas aqui por perto e é possível pagar para ir de barco e ver diferentes paisagens, o local é realmente fascinante.


Cachoeira do rio Me Kong - Laos

Thae Khaek – Circuito de três dias de scooter


Chegamos em Thae Khaek 3 da manhã, antes disso fomos para Vian Tieng e pegamos o sleeper bus, sempre quis andar num desses, (na Índia eu peguei um mas não tem nem comparação com o padrão de Laos). Dormimos num hotelzinho bem barato que mais parecia uma velha mansão abandonada, muito mal cuidada, mas o preço também foi o mais barato que eu paguei em toda a minha viagem, dividimos um quarto por 30.000 kips o que deu 15.000 kips para cada um, equivalente a R$ 3,20, não dá nem para comer por esse preço em Laos, hehe. Acordamos relativamente cedo morrendo de sono para procurar uma scooter para alugar. Rodamos um bocado a pé no sol quente e achamos tudo o que precisávamos, em toda a cidade vimos apenas mais dois turistas usando a internet de um cyber café. Fechamos o preço das scooters em 50.000 kips o dia o que equivale a R$ 10,50, não é dos mais baratos para o padrão de Laos mas comparado com o Brasil é de graça.

Nicolas com um mapa improvisado da região


Seguimos para o leste com as scooters, no caminho diversas vilas e uma paisagem fantástica, diversas pedras gigantescas a beira da estrada que segue quase reta em sem subidas e descidas, passeio maravilhoso. Rodamos uns 85 km neste dia até a bifurcação na estrada antes de seguir para o norte, andamos bem pouco este dia porque saímos por volta de 13:30 e não tínhamos muito tempo contando com as paradas para fotos e tudo o mais. No segundo dia pegamos 80 km de estradas esburacadas logo de saída, foi uma grande tortura, principalmente numa scooter! Era só terra, pedras e buracos, me lembrou uns trechos das estradas que vão para a Bahia perto de Barreiras, mas só que BEM pior. Por sorte não pegamos chuva neste dia, mas pegamos alguns trechos de lama bem tensos, pense na estabilidade de uma scooter cruzando uma poça de lama de uns 20 metros! Após o trecho ruim chegamos a Lak Tao, outra bifurcação na estrada, agora seguimos para oeste em direção a Na Him, onde paramos para dormir e seguir para a famosa caverna de Tham Kong Lo no dia seguinte. Durante todo o percurso não vimos nenhum turista, apenas no terceiro dia, na caverna, encontramos alguns gatos pingados que pegaram o ônibus direto para a caverna. O terceiro dia foi um marco em minha viagem, 10 de Junho de 2011, neste dia fui visitar a maior caverna de Laos, 7 km de caverna em que você atravessa de barco! Incrível, indescritível, as fotos não conseguem mostrar a imensidão do lugar. No centro da caverna eles fizeram a iluminação de uma parte em que você desce do barco e anda por entre diversas estalactites e estalagmites formadas em milhares de anos, um salão gigantesco, com certeza uma experiência que eu vou guardar comigo para o resto da minha vida! Neste dia dormimos em uma vilazinha bem perto da caverna, e surpreendentemente achamos uma hospedaria até bem confortável. No quarto dia acordamos cedo e seguimos direto para Thae Khaek para entregar as motos no prazo sem pagar multa, já que pegamos as motos 13:00 do primeiro dia.


Paisagem da estrada - Laos



Estava tudo correndo perfeitamente bem e no tempo certo até que eu resolvi parar na beira da estrada para tirar água do joelho e quando voltei para a moto ela não pegava mais, tentamos de tudo, empurrar para pegar no tranco, trocamos a vela de ignição e nada... Depois de uns 30 minutos tentando fazer ela funcionar desistimos e seguimos em uma só moto para chamar o mecânico, antes de sair escondi a moto no mato e tirei fotos das placas de sinalização perto do local, por sorte havia uma lápide na beira da estrada a uns 200 metros dizendo a quilometragem exata para se chegar a Thae Khaek, que eram 52 km. Retornamos a cidade e procuramos o mecânico que era a mesma pessoa que nos alugou as motos, ele foi super prestativo, eu passei para ele todas as coordenadas e mostrei as fotos e ele seguiu para fazer o resgate, normalmente o certo era eu ir com ele, mas como o ônibus que iríamos pegar para o próximo destino era às 16:00 horas e já eram 14:30, ele nos deixou ir, deixamos nossos contatos com ele para se ocorresse algo inesperado, mas graça a Deus correu tudo bem.


Entrada da caverna de Tham Khong Lo



Nesse ponto da viagem me despedi de Nicolas, ele seguiu para Pakse para fazer outro percurso de scooter e eu segui para Don Khong (quatro mil ilhas) no extremo sul de Laos, divisa com o Cambodia, aonde permaneço até hoje, dia 16 de junho de 2011 e de onde escrevo essas últimas atualizações.

Vang Vieng


Vang Vieng é uma cidade pequena muito procurada pelos turistas, o centro da cidade praticamente já não tem mais nenhuma identidade cultural com o povo de Laos, a cidade é totalmente adaptada ao turismo, desde a agências de turismo com diversas opções de passeios a restaurantes de comida ocidental. O que mais impressiona em Viang Vieng sem sombra de dúvidas é a quantidade de drogas que o povo consome nessa pequena cidadezinha, a atração mais procurada por todos é o famoso “Tubing” que é entrar numa bóia grande e descer o rio, mas na beira do rio há diversos bares e as pessoas vão descendo o rio e parando em cada um dos bares e consumindo diversos tipos de drogas, quando chegam no final do percurso quase não conseguem se levantar, o que torna a atividade bem perigosa e vira e mexe alguém se afoga por lá. O que mais impressiona é que ao redor da cidade existem diversas atrações naturais lindíssimas, mas é a coisa mais rara ver algum estrangeiro visitando esses pontos, o que me faz pensar: Pra que essas pessoas vem de tão longe para se encher de droga aqui em Laos sendo que isso elas podem fazer em suas cidades!? E mais impressionante é que as autoridades locais não fazem absolutamente nada a respeito, muito provavelmente alguém está ganhando muito dinheiro com isso.


Ponte em Vang Vieng



Fiquei três dias em Vang Vieng, durante esses dias visitei diversas vilazinhas ao redor da cidade, no segundo dia aluguei uma montain bike e fiz um percursso de 35 km passando por diversos pontos lindíssimos. O mais divertido em Laos é quando você passa por essas vilazinhas pequenas que não recebem a visita de turistas todo dia e as crianças vem correndo gritando: Sabaidee! (Olá na língua de Laos). E você responde diversas vezes, elas estão sempre com um grande sorriso estampado no rosto, foi muito divertido esse percurso. A única coisa que irrita um pouco é que o povo de Laos arranja um jeito para te cobrar dinheiro em tudo o que você vai fazer, até pra cruzar as pontes de madeiras entre os vilarejos você tem que pagar! Isso é um pouco desanimador e apesar de ser relativamente barato, cerca de um dólar, quando você vai ver no final do dia gastou quase 10 dólares nessa brincadeira de pagar pra tudo, e você vê claramente que eles estão ali só pra pedir dinheiro, colocam uma cadeirinha ao lado de pontos que você é obrigado a passar e esperam para te pedir dinheiro.

Circuito de 35 km de bike


Depois de Vang Vieng segui em direção ao sul para Thae Khaek, uma cidade relativamente grande (para os padrões de Laos) e totalmente fora do esquema turístico, eu e Nicolas decidimos fazer um circuito de três dias alugando uma scooter em Thae Khaek.


Paisagem vista de Vang Vieng

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Ban Ngoi Kao


Ban Ngoi Kao é uma vila de nome impronunciável na beira de um grande rio que corta Laos, para se chegar a essa vila você tem que pegar um tuk tuk extremamente desconfortável e normalmente super lotado durante quatro horas até Nhong Kihau e depois pegar mais um barco a motor, igualmente desconfortável e lotado por mais uma hora e meia até a vila. Dá para entender porque o lugar não é muito turístico, hehe. Mas vale a pena o sacrifício, a vila é bem tranqüila, a paisagem é incrível ao longo do rio e você tem a opção de visitar cavernas, cachoiras e outras vilas pelos arredores.

Vista do rio


Fiquei três dias neste local, fiz amizades com os poucos turistas que estavam por lá, um deles era um senhor da Austrália muito engraçado, conversamos por horas, ele me perguntou tudo sobre psicologia e puder perceber que o meu inglês já está bem melhor para falar sobre assuntos técnicos hehe. O engraçado é que todo mundo tem uma reação diferente quando descobre que eu sou psicólogo, o que mais ouço é: Então você pode saber o que eu estou pensando!? Ou: O que você pode dizer sobre mim?

Entrada de uma caverna próxima a vila


Depois de três dias nesse local peguei novamente o Barco de volta para Nhong Kihau e depois mais quatro horas de tuk tuk de volta para Luang Prabang, para depois pegar o ônibus noturno para Vang Vieng.

Vista da varanda do Bangalô

Laos - Os encantos de Luang Prabang


Deixei Chiang Mai na manhã de sábado do dia 28 de maio, parti em direção à Laos, optei por pagar um pacote que incluía o transporte até a fronteira de Laos numa mini van e o resto do percurso no ônibus “VIP” até Luang Prabang. No meio do caminho uma parada rápida em Chiang Rai ainda na Tailândia para ver o famoso “White temple” depois de ver centenas de templos na Índia, Nepal, Bali e Tailândia, pensei que nada mais podia me surpreender, mas estava enganado a respeito disso. O templo branco de Chiang Rai é certamente uma obra surpreendente, com uma arquitetura mais moderna e todo branco, na entrada estátuas de monstros esquisitos e diversas mãos no chão com placas dizendo “não entre”, a temática do templo é toda num estilo caótico o que contrasta bastante com a cor branca.

White Temple - Chiang Rai


Cruzei a fronteira ao findar da tarde e peguei o ônibus para Luang Prabang. Ao meu lado estava Nicolas de Paris, fomos conversando durante boa parte do caminho, simpatizei com ele logo de início. Chegamos na cidadezinha por volta das 6:30 da manhã. Luang Prabang é uma cidade bem tranqüila, cheia de turistas e também cheia de atrações naturais como cachoeiras e cavernas. Neste mesmo dia em que cheguei após descansar algumas horas fiz amizade com algumas pessoas do albergue e fui para a cachoeira mais famosa da região. Muito bonito o lugar, cheio de verde, logo na entrada há um grande cercado com ursos pretos que os guardas florestais resgatam quando eles se perdem e vão para as cidades, ou aparecem feridos, o lugar é como um centro de tratamento e acolhimento para esses ursos.

Cachoeira perto de Luang Prabang


No dia seguinte fui para uma caverna que fica na encosta do rio numa grande pedra, o lugar é bem bonito e impressionante. Durante a minha visita a caverna pude aprender com os monjes do local uma técnica muito valiosa, como estar em mais de um local ao mesmo tempo (veja a foto abaixo, hehehe). Depois disso fiquei mais um dia em Luang Prabang caminhei pelas ruas da pequena cidade, visitei o mercado noturno com centenas de banquinhas vendendo tudo que é tipo de artesanato e também tem uma rua onde você encontra tudo que é comida típica por um preço muito barato. Eu até experimentei casulo de lagarta frito lá! Nada que valha a pena repetir, mas também não é tão ruim assim. Eles tem muitas coisas esquisitas para comer por aqui, tripas de animais fritas, pintinhos filhotes ainda no ovo no espetinho, isso eu não tive coragem de encarar não, hehe. Depois de Luang Prabang segui para uma vilazinha isolada no norte de Laos, lugar bem pouco turístico chamado Ban Ngoi Kao.

Técnica dos monges budistas

Tailândia - Balanço geral


Não fiquei muito tempo na Tailândia e nem visitei tantos lugares quanto gostaria, mas durante o tempo em que eu fiquei deu para ter uma idéia geral a respeito do país. Comecei a minha viagem pelo sul como escrevi anteriormente neste blog, o sul da Tailândia é cheio de ilhas e de praias bem famosas muito procuradas por turistas do mundo inteiro. Os preços de acomodação e comida variam bastante mas se você fizer uma boa pesquisa ainda consegue se hospedar por 10 dólares e comer por uma média de 3 a 6 dólares (para os pratos mais baratos), ouvi falar muito da culinária tailandesa antes de chegar aqui mas na minha experiência eu não vi muita diferença entre os pratos na Malásia, Bali e Singapura, talvez porque eu fiquei sempre entre as opções mais baratas. O que pude perceber é que os frutos do mar são bem baratos na Tailândia, especialmente perto do mar. Sempre ouvi falar também que os pratos tailandeses são muito apimentados e mais uma vez tive uma surpresa porque não comi nenhum prato apimentado na Tailândia, eles sempre traziam a pimenta separada do prato e nunca era nada extremamente forte, aliás desde a Índia que eu não vejo comida tão apimentada. Há muita coisa frita, maçarão, arroz, carnes, frutos do mar... Tudo tem mais ou menos o mesmo tempero, é possível encontrar pratos de outras regiões como Índia, China e Ocidentais com facilidade pelas ruas.
O povo da Tailândia é um povo definitivamente mais fechado, não sorriem muito e não fazem muita questão de te atender bem nos locais turísticos, obviamente com algumas exceções! Eles não falam inglês na Tailândia o que dificulta muito a comunicação ao pedir informações nas ruas. Não fiz amizade com nenhum tailandês, algo que não havia acontecido comigo nos outros países em que visitei.
O turismo sexual na Tailândia é algo impressionante, ouvi falar muito antes de chegar aqui mas não pensei que fosse assim dessa maneira tão óbvia. Antes mesmo de chegar na Tailândia, ainda no ônibus o senhor que devia ter por volta dos seus cinqüenta e poucos anos, me falava com naturalidade sobre a prostituição do local, ele me perguntou onde eu iria ficar e falou que eu podia pagar uma garota em qualquer cidade da Tailândia e ela poderia me acompanhar para onde eu fosse como se fosse minha “namorada”. Achei super estranho essa conversa mas chegando na Tailândia pude entender, a coisa mais comum é ver estrangeiros, principalmente os mais velhos acima de 50 anos, acompanhados de garotas de programa. Outra coisa bem comum são os Ladyboys ou as Ladyboys (vai saber). São travestis que estão por toda a parte, curiosamente é muito comum encontrar Ladyboys nas agências de turismo como atendentes, eles são sempre bem simpáticos e sempre fazem questão de oferecer seus serviços quando você pede informações, hehe. Todo mundo tem uma história sobre Ladyboy nas rodas de conversas de bar na Tailândia, meu amigo tem um lema que achei muito engraçado: “O que acontece na Tailândia, fica na Tailândia”. Hahaha, ele falou isso com uma certa seriedade sem querer voltar muito no assunto, hahaha. As conversas sempre começam com: Eu estava no bar, comecei a beber bastante, uma bonita Tailândesa se aproximou e começamos a conversar... O resto é previsível. Mas dá para dar umas boas risadas com essas histórias.
O norte da Tailândia é também muito procurado para turismo devido aos trekings e parques naturais. Rodei bastante por toda a região norte perto da Birmânia e de Laos e pude ver paisagens maravilhosas. Os preços dos passeios são muito caros, um treking não sai por menos de US$50,00 e você tem que pagar entrada para todas as cachoeiras e parques naturais, passeios com elefante, foto com tigre, foto com as mulheres de pescoço alongado (20 dólares por foto! Absurdo, não paguei por isso), todos ficam meio incomodados com a exploração, por esse motivo o turismo na Tailândia não é um passeio que sai muito barato não. Mas definitivamente é um lugar que vale a pena visitar, mas pesquise bastante todas as opções antes de pagar por um pacote, o melhor a fazer é perguntar para o maior número de pessoas possível, muitas vezes percebi que tinha pagado muito mais caro pelo mesmo pacote que outros fizeram, nesse aspecto os Tailandeses são muito parecidos com os Indianos, e toda oportunidade de te passar para trás que eles tiverem eles vão fazer, não tenha dúvida.
Mas um ponto positivo é que não há perigo de assalto a mão armada ou sofrer alguma violência nas ruas, pude deixar minhas coisas no albergue sempre que precisei, muitas vezes por dias, nunca passei por nenhuma situação de risco. O povo da Tailândia de maneira geral é pacífico.
Em todo lugar na Tailândia se vê centenas de templos Budistas, é impressionante, e não são simplesinhos não, sempre tem muitos detalhes, estátuas de dragões, Budas dourados, muito interessante, só no centro da velha Chiang Mai tem mais de 20 templos, alguns muito grandes e antigos. E quando eu estava viajando pelas estradas pude ver diversos templos sendo construídos.
É isso, como disse anteriormente ainda vou voltar mais uma vez na Tailândia para pegar o vôo para Hong Kong de Bangkok que é a maior e mais movimentada cidade da Tailândia. Depois posto aqui as últimas impressões.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Viagem de três dias de moto – Mae Hong Son loop


O nome do percurso que fizemos é Mae Hong Song loop, existem duas opções: o percurso longo de 1000 km e o curto, que é o que fizemos, de 600 km. Optamos pelo curto porque conversamos com uma rapaz daqui de Chiang Mai e ele disse que o longo não tem tanta diferença para o curto e os principais pontos para visitação estão no norte do percurso que é o mesmo para as duas opções.

Eu e Ivan


No primeiro dia rodamos uns 250 km, visual incrível e as rodovias bem vazias sem quase nenhum carro, curvas sinuosas em serras maravilhosas, não dá pra enjoar de fazer curva deitando a moto de um lado para o outro, só quem sabe o que é isso entende o quanto é prazeroso fazer uma viagem dessas e com direito a paradas para fotografia em paisagens maravilhosas. Foi realmente uma dádiva ter encontrado esse meu amigo no meu suposto último dia em Chiang Mai. Neste dia dormimos em uma vilazinha num hotel fazenda bem arrumadinho, o preço foi de R$ 22,00 pelo quarto, R$ 11, 00 para cada, dentro da média aqui da Tailândia, mas caro para o tamanho da vila.O caminho que a gente percorreu passa por lugares bem pouco visitados e não muito turísticos, o que torna bem difícil a comunicação com os nativos da região que não falam nada de inglês, o jeito é apontar pra comida no prato dos outros e comer o que ver pela frente! Hehe, e fica impossível parar para pedir qualquer informção, ainda bem que eu era bem bom no jogo de “imagem e ação” porque só com mímica para se comunicar.

Estrada do MHS loop


No segundo dia seguimos para os pontos mais famosos do percurso, passamos pela cidade de Mae Hong Son e vimos alguns templos por lá, mais uma vez visual de tirar o fôlego. Pelo caminho passamos por diversas vilazinhas. Existem diversas entradas para parques nacionais ao longo de todo o percurso, dá pra ficar duas semanas fazendo esse percurso se você quiser ver todas as atrações, mas haja dinheiro! Neste dia dormimos numa cidadezinha chamada Pai, muito bacana cheia de lojinhas e restaurantes e lotada de turistas, até estranhamos quando chegamos, não sabíamos que era tão famosa essa cidadezinha. Procuramos bastanto para achar um hotelzinho mais barato, acabamos achando uma cabaninha mais isolada da parte central da cidade por apenas R$ 14,00. Neste dia rodamos 200 km restando apenas 150 para o dia seguinte.

Paisagem na beira da estrada


No último dia levantamos mais tarde tiramos umas fotos pela cidadezinha e fomos tomar café. No caminho paramos em alguns pontos para tirar fotos na estrada e fomo a uma cachoeira, bem bonito o lugar, mas tenho que dizer que as cachoeiras daqui não são páreas para as do meu Brasil, a água é bem barrenta, mas é uma beleza diferente. Chegamos em Chaing Mai por volta das 16:00 horas. Uma viagem inesquecível, eu estava realmente com saudade de pilotar uma moto de verdade, as scooters dão pro gasto para se movimentar de um ponto a outro, mas nem se compara com uma moto de porte maior. A moto que usei foi uma Kawasaki 250 motard, perfeita para esse tipo de estrda com curvas, moto leve alta e ágil.

As máquinas


Depois da viagem de bike resolvi ficar mais um dia em Chiang Mai para relaxar, lavar umas roupas, e finalmente atualizar este blog que ainda estava emperrado em Bali! Hehe. Amanhã sigo para Laos, viagem longa de um dia e uma noite de ônibus. Vou para a cidade de Luang Prabang, esse é o fim da minha estadia aqui na Tailândia, ainda volto mais uma vez aqui na Tailândia para pegar o vôo para de Bangkok para Hong Kong na China. Tentarei atualizar o blog com mais freqüência mas não tenho a menor idéia da freqüência de internet que vou encontrar pelo caminho em Laos e Cambodia. É isso ai pessoal qualquer questão que tiverem já sabem, é só me contatar por email ou via mensagem através do blog, grande abraço a todos que tem me acompanhado por essas aventuras ao redor do mundo, é sempre legal saber que pessoas estão lendo o que eu escrevo e acompanhando os meus passos, sempre recebo emails novos e mensagens no facebook de pessoas que eu nem imaginava que poderiam estar lendo.

Cachoeira do caminho

Quer pegar uma carona neste elefante!?

Chiang Mai - Tailândia

Cheguei em Chiang Mai no dia 19 de maio de 2011, a cidade é muito agradável e fica situada a noroeste da Tailândia relativamente perto da fronteira com Laos e Birmânia. Existem diversas cachoeiras e paisagens lindíssimas ao redor da cidade, no primeiro dia andei pelo centro histórico da velha Chiang Mai e vi alguns templos budistas, alguns bem grandes. A proporção de templos budistas na Tailândia é igual ao número de igrejas no Brasil, tem um em cada esquina, mas o interessante é que aqui os templos budistas são todos trabalhados pintados de dourado com arquitetura diferenciada, e mesmo assim tem uma porção deles e sempre tem um Buda gigante dentro de cada um deles, entrei em vários destes templos e gostei bastante da energia deles da pra sentir uma paz ao entrar neles e um silencio...

Estátua de Buda


No segundo dia fui logo cedo fazer um treking de dois dias em um dos parques nacional que circunda a cidade. Foi muito bom, no início da trilha eu andei de elefante de novo e desta vez fui sentado no pescoço dele, foi incrível. Mas achei meio cruel a forma que os tratadores cuidam dos elefantes. No meu grupo estavam um rapaz da Flórida – EUA, outro da Inglaterra e duas meninas da Irlanda, pessoal muito legal, nos encontramos diversas vezes depois do trekking. A noite dormimos em uma vila bem pequena e as crianças da vila vieram cantar algumas músicas que eles aprendem na escolinha deles, foi demais. Depois cantamos algumas músicas ocidentais também, essa parte foi meio ridícula, mas fazer o quê, hehe. O nosso guia cozinhou um prato muito gostoso e eu provei uma pimenta bem forte aqui da Tailândia, mas a esta altura do campeonato já estou bem acostumado com o sabor picante.


Eu sentado no pescoço do elefante - vista de cima



No dia seguinte caminhamos por umas duas horas e meia até uma outra pequena vila e depois entramos em um carro para ir para o rafting no bambu, eles fazem uns barquinhos de bambu e a gente entra e um rapaz vai guiando o barco, é bem diferente, parece que o barco vai virar a toda hora mas vale a pena a experiência, me diverti bastante. Voltei para o albergue no fim da tarde. Nos próximos dias eu aluguei uma scooter e fui conhecer melhor a cidade e as redondezas. No primeiro dia as meninas da Irlanda foram comigo cada uma em uma scooter, foi um pouco tenso porque elas não sabiam guiar as motos direito e a cidade tem um trânsito bem movimentado, nada comprado a Bali mas para quem não tem experiência é um pouco complicado. Elas iam bem devagarzinho e parava o tempo todo para esperar elas.


Angela e Josie em suas scooters



Neste dia fomos ver os tigres, eles chamam de “Tiger Kingdom” o lugar na verdade é um zoológico onde você paga uma nota preta e entra na jaula dos tigres com os treinadores e tira fotos com os tigres, achei uma grande judiação com os bichinhos, mas fui lá porque quando que eu ia ter outra oportunidade de tirar uma foto abraçando um tigre!? Hehe. Fomos também a um ponto bem alto ao lado da cidade que dá para ver toda a cidade lá de cima, belo visual e pra variar cheio de templos pelo caminho.


Eu e o tigre adormecido - parece um gatinho!!!



No dia 22 quando estava me preparando para ir para Laos no dia seguinte conheci Ivan no albergue onde estou, Ivan é um rapaz da Inglaterra, nós começamos a conversar e ele me falou que estava aqui para fazer uma viagem de moto ao redor de Chiang Mai, um percurso de 600km nas paisagens mais bonitas da Tailândia, fiquei totalmente balançado com a idéia de subir numa moto de verdade e fazer uma viagem de três dias nessas paisagens cinematográficas. Decidi então ficar mais alguns dias em Chiang Mai para fazer essa viagem.