domingo, 27 de fevereiro de 2011

Dia dos brasileiros


Hoje eu tive um dia muito bom aqui em Londres, primeiro porque já acordei bem melhor daquele mal estar e também da garganta. Peguei o trem de manhã para o centro de Londres como tenho feito nos últimos dias, mas hoje com um destino diferente do que estou acostumado a ir. Fui encontrar um casal de amigos paulistas que estão morando aqui em Londres. O dia foi muito agradável, tirando a chuvinha fina que nos acompanhou durante quase todo o percurso.
Demos uma volta no novo centro comercial de Londres perto da estação de metrô chamada Canary Wharf, o lugar é cheio de prédios imponentes e bem modernos, diferente dos outros lugares no centro. Outra grande diferença é que não havia quase ninguém nas ruas, em pleno sábado, eu me lembrei do meu primeiro sábado aqui em que sai na estação Piccadilly Circus, o contraste é enorme, pessoas entrando e saindo da estação de metrô como um formigueiro em dia de piquenique.

Monumento em homenagem a Greenwich

Depois disso pegamos um trenzinho e fomos para um lugar muito agradável chamado Greenwich, passamos por uma feirinha com barracas de comida de diversos países, inclusive Brasil, eles tinham castanha do Pará lá! E em seguida fomos a um parque chamado Greenwich também, por lá passa o meridiano de mesmo nome, eles marcaram uma linha no chão e fizeram um pequeno monumento em homenagem, as pessoas quase se estapeiam para tirar foto na frente deste monumento. Havia diversos brasileiros lá nesse lugar. Nesse parque também tem um museu de lunetas e telescópios e um planetário.
O nosso próximo destino foi uma fazendinha, é isso mesmo! Uma fazendinha ao lado do centro comercial de Londres, você vê umas ovelhas, olha mais um pouquinho pro lado um pasto e logo em seguida diversos prédios modernos altíssimos. Coisa rara de se ver. Mas gostei bastante, lá tem diversos animais, até Lhamas, hahaha, a Ju ficou com medo de ganhar uma cuspida da Lhama. O Darcio disse que em dias de sol eles soltam os animais e você anda pelo gramado cercado de ovelhas e outros animais. Achei muito interessante isso, certamente inesperado para uma cidade como Londres.

Fazenda no centro de Londres

Após o nosso passeio bucólico fui conhecer o apartamento deles na cidade. Lugar super aconchegante com vista para os canais que cortam o rio Tâmisa, o Darcio cozinhou um risoto acompanhado de um bife, ficou divino. Tomamos um bom vinho e conversamos o resto do dia. A conversa estava tão agradável que perdi a noção do tempo e fui sair só de noite. Um dia conversando em português para variar um pouco, e ainda pude falar de psicologia, haha. Adorei, fui super bem recebido e ainda me levaram até a estação de metrô depois. Deixo aqui os meus agradecimentos a esse casal super simpático que me acolheu tão bem nesse dia chuvoso de sábado. Um forte abraço para vocês.

Darcio e Juliana

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Meus anfitriões em Londres

Mohan e Mônica

Nota sobre a culinária britânica


Pub perto da casa do Mohan

Eu confesso que fiquei um pouco surpreso com a culinária britânica. Sempre ouvi falar que por aqui não haviam grandes pratos e tradição culinária. Pela minha experiência posso dizer que experimentei pratos tradicionais bem saborosos durante a minha estadia aqui. Normalmente eles tem tortas com algum acompanhamento e uns molhos deliciosos para acompanhar o prato, sem falar no tradicionalíssimo prato Fish and chips, que o que eu experimentei estava delicioso. Então fica aqui a dica, não venha para a Inglaterra com a cabeça fechada em relação a culinária, você pode se surpreender.



O famoso Fish and chips


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mais museus...


Museu de ciências de Londres


Nesta quinta-feira eu acordei um pouco melhor e o dia estava especialmente bonito para se desperdiçar em casa então eu resolvi sair e dar uma olhada nos museus. Pela manhã fui no museu de ciências, achei bacana mas nada assim tão surpreendente. Depois fui ao “Victoria and Albert museum”, esse sim valeu a pena, um museu gigante com diversas peças do mundo todo, estátuas, roupas, móveis, tapetes, acho que não olhei nem a metade, ainda estava me sentindo bem cansado e decidi não forçar muito. Olhei um bocado de coisas e depois sai pras ruas.

Área interna do Victoria and Albert museum


Fui almoçar no restaurante Chinês em Chinatown e depois segui para Candem Town, fui lá para ver se via alguns punks, mas parece que hoje eles tiraram o dia de folga, ou eu não fui no lugar certo. Segui para o Regent’s Park, um parque gigante, estava um dia de sol mas com um ventinho gelado. Dizem as previsões que hoje fez 15 graus durante a tarde.

Regent's Park


Voltei para casa mais cedo para não me desgastar muito, mas valeu a pena o dia, conheci lugares novos e consegui sair um pouco para tomar um ar fresco e não tão gelado.

Quarta-feira (off-line)

Fora de serviço por um dia. Parei para descansar depois da viagem. Dormi até 17:30 da tarde na quarta (dia 23 de fevereiro), não fiz nada específico este dia, só organizei algumas coisas no notebook.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Escócia - Uma viagem ao passado


Este post vai ser bem grande, pois fiquei alguns dias sem escrever nada. Bom, vou começar de onde eu parei. Depois do sábado de natação e tudo mais acordei no domingo com uma dor de garganta desagradável e um estado meio febril, já sabendo que teria que pegar o ônibus para Escócia a noite fiquei bem preocupado, e com razão durante o resto do dia eu só piorei. Fiquei pensando que talvez fosse melhor cancelar a ida para Edimburgo aquele dia. Durante o dia o Mohan me levou para conhecer alguns diferentes bairros aqui de Londres, me mostrou sua casa e outros lugares em que morou também. No fim do dia fui ao encontro de uma amiga do Binho, seu nome é Chamois (se pronuncia Chamoá). Ela cuida de cachorros em Londres, uma garota muito simpática, conversamos um bocado e eu até ajudei ela a passear com os cachorros a noite.


Chamois e seus cachorros



Peguei um ônibus e fui para a estação rodoviária no bairro Victoria. Nesse ponto eu estava bem mal, com aquela sensação de moleza no corpo, garganta irritada. Entrei no ônibus e fui para Edimburgo, oito horas de viagem! Os ônibus daqui são muuuuuuuuuuuuito desconfortáveis, tai uma coisa que no Brasil é melhor, viajar de ônibus, os bancos daqui nem deitam um pouquinho, são pequenos e duros, péssima escolha, principalmente no meu estado. Mas uma coisa boa é o preço, 64 libras para passagem de ida e volta, se você pensar que está indo para outro país e voltando!
Cheguei a Edimburgo moído! Naquela hora eu estava muito desanimado, cheguei sem ter a mínima idéia do que fazer, me bateu aquela sensação de desespero, nessa hora pensei: O que que eu estou fazendo aqui!? Logo um monte de pensamentos pessimistas começaram a me assaltar e eu fiquei muito desconfortável, mas também pensei que dali pra frente só pioraria, Índia, depois China!!! Então resolvi para de choramingar e fui me virar. Afinal de contas não poderia deixar a galera ganhar o bolão assim tão cedo. Peguei o meu GPS e coloquei o endereço do albergue nele, ele mostrou que eu estava a uns 2,5 km. Resolvi ir andando, estava bem cansado e meus pés tinham passado a noite com uma bota super desconfortável que eu trouxe para cá, mas fui assim mesmo, com os pés doendo e o corpo cansado. Cheguei no albergue depois de umas meia hora (fui bem devagarzinho). Quando cheguei lá o rapaz da recepção disse que eu não podia fazer o check in naquele momento só às 13:00. Fiquei indignado, mas ele me deixou entrar para deixar minhas coisas, eu subi na recepção e fiz algumas perguntas, não tinha idéia do que fazer ali em Edimburgo, tudo o que sabia sobre a cidade era que tinha um castelo (que eu passei na frente quando estava indo para o albergue e nem percebi). Pedi para sentar um pouco ali na recepção e ele deixou. O café da manhã estava servido então perguntei se eu podia pagar a parte para comer o café da manhã. O rapaz disse que sim, 1 libra! A comida mais barata que eu já comi até agora por aqui. Enquanto comia vi que haviam vários panfletos nos murais, passei o olho num panfleto de um “Free walking tour” Depois de comer fui a recepção e perguntei onde era. Recebi as coordenadas e segui em direção ao tour. Resolvi começar a ficar esperto e comprei um ticket de ônibus, 3 libras para pegar ônibus o dia inteiro com um ticket (o sistema é idêntico ao de Londres, então eu já estava escolado). Logo estava lá no local do walking tour, o problema era que só faltavam duas horas para começar e recapitulando: Eu estava uma noite quase sem dormir, gripado, com a garganta doendo, pés doendo, e o clima estava perto de zero graus e ventando muuuuito, o que dá a sensação térmica de grau negativo. Comprei uma toquinha de lã e fiquei perambulando e tirando fotos ali por perto.


Loja de roupas - Edimburgo



Andar pelas ruas de Edimburgo e fazer uma viagem ao passado, prédios muito antigos, monumentos e igrejas com arquitetura góticas. Ruas largas, povo alegre e acolhedor. Gostei muuuuito da Escócia, mais que de Londres. O Walking tour foi fantástico, a guia nos falou sobre a história da Escócia contando a história das praças e dos prédios e castelos. Você se sente na idade média, a cidade é linda. Não dá nem para perceber o tempo passar. Terminando o tour fomos almoçar (o grupo que se formou para fazer o tour) num lugar sugerido pela guia. Conversei um pouco com o pessoal, mas estava muito cansado para continuar aquela hora, então voltei de ônibus para o albergue e finalmente tomei um banho quente! Fui buscar informações sobre pacotes de turismo para as Highlands. Descobri que podia fazer reserva ali mesmo do albergue. A moça da recepção marcou para mim o passei até “Loch Ness” (os escoceses falam Loch ao invés de Lake). O problema era só que o tour começava as 7:00 da matina, mas resolvi pegar mesmo assim.


Monumento gótico em Edimburgo



Nessa hora resolvi que iria voltar para Londres na terça a noite mesmo, eu tinha uma passagem com a volta em aberto, fui até a estação de ônibus de novo e marquei a minha volta. O tour para as highlands demora o dia inteiro. Nesse meio tempo eu troquei umas mensagens com um amigo que eu tinha feito no site “Couch Surfing” aqui de Edimburgo. Combinei de encontrar ele mais umas pessoas do CS na casa dele. Voltei para o albergue descansei uns 30 minutos e depois fui encontrar o Dave, passamos em um supermercado e fomos para a sua casa. Lá estavam Caio, um brasileiro que esta morando em Londres para fazer uma grana, e Ariana, uma Holandesa que já morou em Edimburgo e estava só passeando. Este encontro foi bem legal, uma pena eu não estar bem de saúde e tive que ficar só até umas 23:00. Os escoceses falam muito engraçado, eles fazem uns barulhinhos engraçados depois de algumas palavras (tipo Okidoki, Oik, dupidudu), e são sorridentes. Voltei para o albergue para descansar algumas horinhas e me preparar para outro dia de correria.


Dave (Escócia) e Ariane (Holanda)



O passeio para as Highlands é fantástico!!! Logo de cara, na saída de Edimburgo, você já começa a ver a paisgem, a previsão era de chuva e neve, mas dei sorte e de manhã estava até fazendo um solzinho. O ruim de ir de ônibus é que ele não para quase nunca para tirar fotos das paisagens, o ideal é alugar um carro e dividir o gasto com algumas pessoas. Paramos em algumas cidadezinhas no meio das montanhas cobertas de neve, dizem que no verão é mais bonito ainda, é uma pena que eu peguei vários trechos com neblina e não pude ver tudo. O guia do ônibus falou o dia inteiro! Ele parecia um locutor de rádio, seu inglês era difícil de entender através do microfone. Durante o passei conheci uma brasileira que estava também no ônibus e uma Australiana que já conheceu diversos países que eu vou visitar, enchi ela de perguntas, ela foi super simpática e me respondeu todas. Fiz um passeio de barco pelo Lago Ness (a região explora muito o turismo com esta história), conheci dois brasileiros neste passeio de barco, também estavam em Londres para juntar uma grana e voltar pro Brasil. Ao longo da estrada eu vi diversas paisagens aonde foram filmados diversos filme, como Harry Potter, Brave Heart, vários filmes Escoceses, a paisagem lembra muito os lugares mostrados no filme O senhor dos anéis.


Christiane (Brasil) e Alisa (Austrália)



Voltei para Edimburgo, fiz o check out no albergue e fui para a estação rodoviária para pegar o ônibus de volta para Londres. Dia super corrido e cansativo! Mas tudo valeu muito a pena. Adorei a Escócia, voltei com boas recordações e com a promessa de um dia retornar e passar mais tempo conhecendo esse belo país.


Eu nas Highlands

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Scotland abaixo de zero


Cheguei hoje a Escócia, faz um frio danado aqui. Estou escrevendo do computador do albergue e não tenho muito  tempo, então depois eu conto as novidades. Por aqui esta tudo bem tirando a dor de garganta que eu peguei que esta um saco. O teclado aqui não funciona os acentos, então depois eu corrijo isso também.

Abraços a todos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sábado, natação e mais Londres

Hoje o dia foi bem tranqüilo. Fui de manhã nadar em uma piscina aqui perto da casa dos pais do Mohan com a Mônica. Achei bem legal, você paga 3,50 libras e pode ficar o tempo que quiser na piscina. Nadei uns 40 minutos e depois fomos a uma biblioteca pública que fica no mesmo prédio da piscina e pegamos alguns guias de viagem para eu planejar já alguns destinos da minha viagem. Após isso voltamos para casa e almoçamos um macarrão que o Mohan fez.

Piscina em Londres


Mais tarde peguei o trem para o centro com a Mônica, fomos para Chinatown para comprar agulhas de acupuntura para eu fazer uma aplicação na Mônica e depois fomos para a Regent Street, na loja da National Geographic. Lugar bacana com fotos maravilhosas de paisagens lindíssimas de lugares que eu pretendo visitar nessa minha viagem. Mas tudo na loja era muuuiiito caro, a Mônica me falou que na Regent Street estão as lojas com os preços mais caros do mundo.
Seguimos para a estação de metrô com destino a Saint Pauls Cathedral chegando lá me impressionei com o tamanho da catedral, muito gigante, demos sorte e era hora de missa então pudemos entrar sem pagar, mas não podia tirar foto lá dentro, então apontei discretamente a câmera para alguns lugares e do meu colo apertava o botão de tirar foto, fiz um vide curto e tirei algumas fotos que não ficaram muito legal. Dentro da catedral eu fiquei mais impressionado ainda. O lugar é tão imenso que faz você se sentir pequeno demais, no final da missa tocaram o órgão da igreja, foi lindo. Senti uma paz reconfortante lá dentro.


Estátua em frente a igreja de St. Paul



Saímos e fomos ao Tate Modern, diferente do outro que eu fui durante a semana, este é muito grande, vi só algumas galerias, acho que precisaria de um dia inteiro para ver tudo. Saímos de lá e fomos a uma lanchonete que a Mônica sugeriu chamada Nando’s, um lugar que só faz pratos com frango. Achei muito gostoso o tempero, valeu a pena conhecer, é uma rede famosa aqui em  Londres e tem diversos espalhados pelo centro.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Museu de história natural


Hoje eu acordei mais cedo e fui para a cidade para ver o museu de história natural, tentei sair cedinho mas logo de cara perdi o trem e tive de esperar mais 25 minutos, a mulher da minha frente da fila ficou conversando com o caixa e atrasou só o tempo certinho de eu chegar na plataforma do trem quando ele estava saindo... Bom fui para a estação South Kensington e sai ali, logo na saída da estação do metrô você já vê o prédio gigante de tijolinhos. Fui para a fila na entrada do museu, era grande mas andava muito rápido. John e Parvan me encontraram ali, entramos no museu e logo na entrada já tem um fóssil bem grande de um dinossauro. Fui para a ala dos dinossauros e me senti na Disney, uma fila enorme que andava bastante devagar, vale lembrar que esse museu é de graça! Tirei foto de quase tudo que era dinossauro, fiquei imaginando como seria encontrar com um destes gigantes. Depois visitei a área dos mamíferos e lá havia uma balei gigantesca maior que um avião. Fiquei bastante impressionado. Vi mais algumas alas e sai.

Museu de história natural - South Kensington


Depois seguimos para a estação “Tower Hill” para eu ver o castelo e a ponte agora durante o dia, tirei um bocado de fotos, mas acabou que não consegui nenhuma boa foto da ponte de novo porque havia uma neblinazinha chata. Depois fomos almoçar de novo na Leicester square no restaurante baratinho da Chinatown, 4.95 libras coma a vontade. Hoje levamos o Parvan conosco, só digo uma coisa, eles tiveram prejuízo, o John comeu ainda mais do que eu. Durante o almoço ele me ensinou mais umas frases em Chinês que me serão úteis na China. Eu chamei uma das atendentes e falei para ela que eu estou indo para a China daqui uns meses e perguntei se ela entendia o que eu estava falando. Eu falei uma frase que o John me ensinou e ela não entendeu direito, eu repeti várias vezes e o John também, depois de um tempo repetindo ela falou: Há, e repetiu exatamente o que estávamos dizendo com uma entonação um pouquinho diferente. Na China as vezes há vários significados para a mesma palavra o que muda é a entonação que você dá, ou seja, resumindo... eu estou lascado quando estiver lá! Nem sabendo pedir as coisas é certeza que eles vão me entender...hahahaha.

Ponte em Tower Hill


Depois andamos mais um pouco, passei na frente do arco do triunfo aqui de Londres tirei uma fotinha, e fomos até a estação de ônibus, John me ajudou a comprar uma passagem para a Escócia, estou indo domingo 23:00 e chego lá segunda às 8:00, reservei também um Albergue baratinho de $11,00 a diária. Me despedi do John que está indo para o sul da Inglaterra visitar a mãe dele e do Parvan também, grandes figuras, os dois me deram bastante dicas, o Parvan da Índia e o John de todo o resto do mundo, hahaha. A propósito ele está indo para o Brasil em Março e chega em Brasília, vai visitar o Rio de Janeiro e Salvador depois segue para Chile e outros países da América do Sul. Voltei para casa bem cedo hoje, estou fazendo diversos contatos com o pessoal da Índia, amanhã não tenho nada planejado ainda a Mônica fica de cara comigo, ela diz: Como você está viajando e não tem plano nenhum? Eu respondo a ela, essa é a idéia, o meu plano é não ter planos, assim a gente dá chance ao inesperado. Por falar nisso ainda não faço idéia do que vou fazer em Edimburgo, mas depois eu conto pra vocês. 

Eu e de fundo o arco de Londres

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mais um dia em Londres

Hoje o dia foi menos cansativo, minhas pernas estão acostumadas a andar bastante, não senti nenhuma dor física. Sai aqui da casa dos pais do Mohan 12:00 e combinei de encontrar o John às 13:30 no Starbucks da Piccadilly Street. O metrô começou a parar mais do que o normal e começou a ficar muito tempo parado, logo o maquinista avisou que havia um problema na linha, resultado disso, depois de uns 20 minutos no vai não vai eu sai e resolvi pegar um ônibus, eu já estava no centro a umas quatro quadras da Piccadilly Street então pensei, porque não. Subi para a superfície e para minha surpresa dei de cara com uma estátua do Sherlock Holmes, eu estava na Baker street, o lar do famoso detetive, diversas lojas usam o nome Sherlock por ali. 

Estátua do Sherlock Holmes - Baker Street


Na saída do metrô perguntei para um simpático atendente como eu fazia para pegar o ônibus para a rua que eu queria. Ele atenciosamente me levou até o quadro de informações onde tem a grade de todos os ônibus de Londres e me ensinou a usar o sistema. Agora eu entendi tudo, aqui tem as letras das paradas de ônibus, e os ônibus tem números, se você esta na parada de letra “G” por exemplo, se passar um ônibus do número que você quer e você acenar para ele, ele não vai parar a não ser que o número dele pare naquela letra. Então você tem que ir para a parada com a letra certa. E tem várias paradas uma do lado da outra.

Placa de sinalização da parada de ônibus


Peguei o ônibus e fui para a Piccadilly Street, mas o ônibus demora muito mais tempo que o metrô, especialmente no centro de Londres, então eu cheguei quase uma hora atrasado na Starbucks. Chegando lá o John estava conversando com um Indiano, ele me apresentou a ele e começamos a conversar sobre a Índia, ele me deu várias dicas e me falou sobre o “Triângulo de Ouro” da Índia, que é uma rota turística bem famosa. Foi muito interessante ouvir um indiano falando sobre o seu país, é muito diferente de alguém que simplesmente visitou a Índia, ele contou a história de alguns lugares, o John perguntou para ele sobre Buda e ele contou uma história um pouco diferente das versões que eu conhecia, mas com a mesma essência. Pensei comigo: “Caramba, aqui estou eu sentado em Londres com um Escocês (John nasceu e morou nas Escócia até seus cinco anos), um Indiano que vive no Canadá e falando em outra língua... é para quem nunca saiu do Brasil esta experiência foi muito interessante para mim. A história deste Indiano é muito interessante também. Ele é casado mas a sua esposa veio morar aqui em  Londres porque seu pai disse que não queria mais que ela ficasse com ele. Ela deixou ele no Canadá a um ano atrás e agora ele veio atrás dela para tentar fazê-la voltar com ele, mas ela não quer nem falar com ele. Ele se diz bastante apaixonado por ela, o John perguntou se ele teve alguma namorada durante este ano e ele respondeu sério que não, eu podia sentir que ele estava bem angustiado com toda esta situação, segundo este Indiano o pai da sua mulher hoje está entre os cinco caras mais ricos do sul da Índia.


Parvan from India



Depois fomos andando pelas ruas e eu tive fome, coisa bem difícil de acontecer né....hehe. Fui procurar um lugar para comer, eu estava num lugar chamado “Little Italy”, pequena Itália, tem diversos restaurantes italianos, fica perto de Chinatown, achei um lugar que dizia qualquer pizza por 4,50 libras. Chamei o  John e o Parvan (é o nome do rapaz indiano), e fomos lá, ao entrar já senti aquele cheiro irresistível, minha fome triplicou, o nome do restaurante era Made in Italy. Pedimos um sabor para cada um, Parvan pediu o mesmo que eu. O cara italiano amassou e esticou a massa do nosso lado perto do forno, colocou os ingredientes e colocou no forno, depois de alguns minutos o garçom, também italiano, colocou uma mesinha de madeira com uma tábua na nossa mesa e serviu a pizza. Não tenho palavras para descrever... simplesmente fantástica... pedi uma pizza de cogumelos com azeite trufado e uma folhinha que não é comum aqui no Brasil. No final eu fui congratular o pizzaiôlo e dizer que estava excelente a pizza dele, ele olhou para mim com uma cara de desapontado e falou com um sotaque italiano, hoje os ingredientes não estão lá essas coisas, eu ri e falei que para mim estava perfeita. Ele falou que os ingredientes para a massa eles trazem da Itália mesmo e vários outros ingredientes.


Pizza do restaurante Made in Italy - Em little Italy



Depois disso, de estomago forrado, andamos mais um bocado até uma rua de eletrônicos no centro. Aqui os eletrônicos até que são mais baratos que no Brasil, mas ainda são bem mais caros que no Paraguai ou que nos Estados Unidos. Depois pegamos o metrô para a estação da torre de Londres. Pena que já chegamos lá escurecendo, porque aqui escurece bem cedo. Fomos até um castelo medieval no meio do centro financeiro de Londres, o contraste é incrível! Tirei diversas fotos mas pretendo voltar amanhã durante o dia para tirar fotos ainda durante o dia.





Para terminar o dia fomos ao mesmo barzinho que fomos ontem para encontrar um primo do John que mora aqui em Londres, conversamos um pouco mas quando deu 20:30 meus olhos já estavam fechando, voltei para West Drayton. Hoje não tive tempo de visitar nenhum museu, quero ver se amanhã consigo ir mais cedo para ver pelo menos o museu de história natural.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A andança não para

Hoje é quarta-feira e eu estou andando desde segunda, hoje percebi o quanto sou sedentário em Brasília, mesmo andando de bicicleta, os meus pés estão moídos, minhas costas doem, minhas pernas doem, meu ombro doe por causa do peso da máquina fotográfica, resumindo tudo dói, simplesmente porque eu NUNCA ando em brasília, para nada, eu saio da garagem de casa de moto ou de carro e vou até a porta do meu destino, aqui eu vou para estação de trem, depois ando no metrô saltando de linha em linha e depois ando o dia inteiro na superfície! Impressionante... sem comentários.

Estação de Paddington - Metrô de Londres


Hoje fui a diversos lugares, voltei ao Buckingham Palace porque hoje estava um dia ensolarado então pude tirar fotos melhores. Passei de novo pelo Green Park, aquele cheio de animais diferentes. Fui ao Tate gallery, achei muito bom, bem diferente do que vi óntem. Comi em um restaurante chinês que dizia na frente: "Coma o tanto que quiser por apenas 4,95 libras!!!" Há, tirei a barriga da miséria, hahahaha... Passei também em frente ao prédio do 007 do MI6.

MI6


Hoje o John me deu diversas dicas valiosas sobre a Escócia que eu estarei visitando na próxima semana, e sobre a China aonde ele morou dois anos. Ele me ensinou como comprar um ticket de trem, como agradecer e como pedir comida em chinês... muito engraçado, ele anotou para mim diversas frases úteis para eu ficar treinando. No reaturante chinês ele falava em Chinês com os atendentes, achei muito interessante. Para finalizar fomos a um barzinho e conversamos mais sobre o Brasil e sobre os lugares que ele já esteve.

Estátua em frente ao palácio de Buckingham

Meet J. B.

John Barnes
Este é o amigo que eu fiz aqui em Londres, ele tem me dado diversas dicas muito úteis para a minha viagem pelo mundo, principalmente na Ásia.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Fazendo novos amigos

O dia hoje foi chuvoso e cansativo porque andei ainda mais do que óntem. Conheci um amigo do Mohan hoje chamado John Barnes, ele é daqui de Londres mas vive pelo mundo, já morou dois anos na China e conhece a Asia inteira, já morou um ano na Tailândia, dois anos na Rússia, e em outros lugares. Nós passamos a tarde inteira até 22:00 da noite andando e conversando. Ele ensina inglês nos países que visita e me ajudou muito hoje me corrigindo toda vez que eu falava algo errado, foi extremamente útil para mim, ele disse que eu estou fluente na língua. Foi difícil falar com ele sobre psicologia, ele estava bastante interessado em saber sobre Jung e me encheu de perguntas, mas os termos técnicos para algumas palavras eu ainda não sei, mas será bom procurar saber para da próxima vez poder falar com mais segurança. Estou muuuuuito cansado hoje, passei a tarde falando em inglês e meu cérebro meio que fritou, tipo um processador de computador quando tem que processar muita coisa, teve um momento que eu só queria ficar calado, hahahaha, e olha que eu gosto muito de falar, especialmente quando se trata de psicologia. Mas foi ótimo hoje, ele me deu diversas dicas valiozíssimas sobre os países que vou visitar na Ásia e me passou o contato de quatro amigas dele no facebook, sendo três brasileiras que vivem em Tóquio, ele disse que são pessoas bem receptivas e que podem me ajudar bastante, resta saber agora se eu conseguirei tirar o visto para visitar o Japão.

Bom é isso, no mais fui visitar o Palácio de Buckingham, passei por um parque muito legal cheio de patos diferentes, esquilos escondendo nozes e diversos animaezinhos. Passei em frente a uma igreja muito grande perto da Trafalgar square. Entrei na National Gallery mas não achei muito interessante não pra falar a verdade, só tem quadros e retratos sobre a história aqui de Londres, o John disse que o Tate é bem melhor porque tem artistas de diversos lugares. Vou amanhã lá.
Um abraço a todos e aradeço bastante a força que vocês tem me dado por e-mail e nos comentários.

Um dia sozinho em Londres

Ontem eu sai por volta das 12:00 para pegar um trem para o centro da cidade. Como o Mohan e a Mônica já haviam me ensinado como funciona o sistema fui confiante. Comprei o meu tícket "Day travel card" de 8 libras na West Draton station e peguei o trem para Paddington. O sistema do metrô aqui é realmente simples, como em qualquer lugar do mundo. Saltei na estação "Convent garden" porque eu havia feito uma pesquiza de algumas lojas que vendem mochilas grandes com sistema de alças e rodinhas (é um mochilão com rodinhas resumindo). 

West Drayton station

Descobri que por aqui quase ninguém sabe o nome das ruas, assim como em São Paulo ou em qualquer outra grande cidade, as pessoas só sabem os nomes das ruas que elas costumam passar com frequência. Então foi um grande problema para mim achar a rua que eu estava procurando porque ela era uma rua bem pequena e ninguém tinha idéia de onde era, então aprendi uma valiosa lição, perguntar aos taxista, eles respondem com a maior boa vontade, mas como muitas vezes eu estava longe do local da rua eu tinha que perguntar algumas vezes. Passei por uns bequinhos incríveis, umas praças cheias de turistas, acho que o que eu mais vi ontem foi italiano. Cheguei relativamente fácil na rua, achei a loja da marca "North Face" uma grande loja que vende de tudo para esportes radicais, quem me deu a dica foi um vendedor da loja Victorinox por telefone, porque eles não tinham o modelo da mochila que eu estava querendo lá, daí eu percebi outra diferença com o relato de outras pessoas que estiveram por aqui, todos me atenderam muuuuito bem até agora, tanto os Londrinos quanto os estrangeiros que trabalham aqui (que são a maioria). Todos param o que estão fazendo para me dar informação, nas lojas eu pude experimentar tudo e fazer zilhões de perguntas eles não foram rudes comigo nenhuma vez o atendimento recebido foi como no Brasil, pelo menos até agora, e olha que eu já enchi o saco de muita gente perguntando (hihihi), os taxistas até paravam para me dar informação.
Depois de achar a loja e a mochila perfeitas (acabei encontrando uma mochila por 190,00 libras = R$ 530,00, que o Mohan achou absurdamente cara, mas o irmão dele que conhece a marca disse que vale cada libra, chama-se Osprey é marca especialisada em produtos para montanhismo de alta durabilidade), fui até o bairro da liberdade para almoçar no restaurante Wong Kei (de novo), depois de almoçar fui dar uma volta sem objetivo nenhuma, só perambular por ai. 

Restaurante Wong Kei em Chinatown


Locação de bicicletas em Londres
Aqui agora eles implementaram um sistema de aluguel de bicicleta no centro da cidade, seria uma maravilha... se funcionasse... na noite anterior eu entrei na internet e vi como eu deveria proceder para pegar uma destas bicicletas por uma hora, no site estava claro que vc não precisava fazer nenhum cadastro ou registro, só usar o seu cartão de crédito no caso de vc ser turista, pois bem, botei o meu cartão lá na maquina e paguei uma libra por uma hora, dai eles imprimiram um comprovante mas simplesmente não falam como vc pode liberar a bike que fica trancada, perguntei para umas 50 pessoas inclusive para um rapaz que já usava o sistema mas era cadastrado e tinha uma chave para soltar a bike, resultado depois de meia hora e uma libra perdida sai sem bike mesmo, vi várias pessoas na mesma situação que eu, nem os guardinhas das ruas sabiam como funcionava o sistema, acho que eles contrataram uma empresa Portuguesa para idealizar o sistema... 


Andei a pé até ficar cansado, entrei num ônibus qualquer para ver onde ele me levava, acabei passando em frente ao Big Bang e resolvi saltar ali. Atravessei uma ponte sobre o rio Tâmisa e andei até waterloo, sempre parando e fotografando pelo caminho, quando estava em baixo do London Eye parei para ligar para o meu amigo Denilson e dizer que eu estava ali na frente do Big Bang, era uma segunda e ele estava trabalhando, percebi o quão abençoado eu sou de poder ter uma experiência como estas.
Por aqui anoitece umas 17:30, entrei no metro e nunca vi tanta gente, fui de volta a estação de convent graden para voltar na loja e pegar a mochila que eu tinha deixado reservada (eu não ia ficar andando com uma mochila de 75 lts nas costas o dia inteiro no centro de Londres), daí é que começou a confusão, eu não lembrava para que lado era que eu tinha ido a primeira vez porquê eu não tinha feito um caminho reto, então comecei a procurar pelo caminho novamente, mas eu desci para o lado errado, e como eu achava que agora ia ser "fácil"... bom resumindo uma hora e meia depois, quando eu estava quase pegando um taxi para me levar para a loja eu encontrei um senhor em uma esquina que me disse que era do outro lado da estação, dái eu fui pra lá e logo lembrei o caminho... ufff.... minhas pernas já estavam doendo, o frio estava de lascar, Binho os seus casacos me salvaram aqui, mas ainda faltava uma luva. Peguei a mochila na loja e voltei para West Drayton, quando cheguei na estação de trem de Paddington fiquei novamente muito confuso, me disseram para ir para QUATRO plataformas diferentes!!! Nessa brincadeira perdi o trem que estava lá quando cheguei e tive de esperar mais meia hora, ainda não sei como funciona o sistema de trem aqui, tenho certeza de que se eu soubesse o nome e a direção dos bairros que os trens vão seria mais fácil, mas como West Drayton é uma pequena estação quase nunca se vê o nome dela nas telinhas, e eu já aprendi que NUNCA devo perguntar para os carinha que ficam de colete fluorescente e walk'n talk na mão. Mas acho que uma hora eu aprendo.
Bom é isso, aprendi lições valiosas esse dia, agora vou começar a visitação aos museus, depois posto aqui como foi.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Londres - Primeiras impressões



Hoje, 12 de fevereiro de 2011, fui conhecer o centro de Londres, peguei o trem depois o metro (conhecido aqui como "The tube") até a estação "Piccadilly Circus", bem como posso descrever isso... sai da estação de metro e me deparei com um mundo de pessoas de diversas partes do mundo, falando diversos idiomas, e prédios gigantescos com uma arquitetura muito antiga, praças enormes com diversas estátuas para todos os lados. É uma versão ampliada de São Paulo. Fiquei realemente encantado com tudo o que vi hoje. Literalmente um mundo novo se abriu para mim diante dos meus olhos.
Andamos um bocado e eu sempre tirando fotos e o Mohan sempre me apressando e a Mônica sempre dizendo: relaxa Mohan é a primeira vez que ele está vindo aqui. O Mohan passava por tudo aquilo como se fosse a coisa mais normal do mundo, e de fato é para ele que vive aqui, mas para mim era tudo muito grandioso. Tudo é muito diferente por aqui, é uma grande mistura do velho com o novo, prédios com centenas de anos misturados com sistemas de metrô altamente modernos. Comprei um ticket para o dia inteiro, com o mesmo ticket eu peguei ônibus (claro que fui no segundo andar, e claro que fiquei que nem um besta olhando para tudo e tirando foto), peguei diversos trechos de metrô também, tudo por oito libras... quase igual ao Brasil.... hahahaha.... sem comentários.



Fui a Chinatown, comi num restaurante bacana chamado Wong Kei, muito bom e por um preço razoável. Depois fomos andando até uma praça gigante com um momumento bem alto em homenagen a um tal de Nelson que derrotou Napoleão (Trafalgar Square). Pegamos um ônibus de dois andares para o Big Bang e descemos para o London Eye, andamos por uma praça qualhada de artistas de ruas fazendo um monte de coisas, alguns muitos criativos, mas alguns simplesmente se vestiam de Mickey ou pato Donald e ficavam lá esperando para ganhar alguns trocados e davam tchauzinho para todos, de uma forma ou de outra é uma boa forma de ganhar uma grana para o sustento básico. Nós passamos em baixo de uma ponte grande e lá havia um cara tocando divinamente um saxofone, eu pensei comigo mesmo: isso não é algo que se vê todo dia e nem em qualquer lugar, parei um pouco e fiquei ali por alguns minutos só ouvindo ele tocar enquanto diversas pessoas transitavam para lá e para cá.

CAPÍTULO I - Londres

Ok, chega de filosofia, vamos ao trivial. O primeiro dia em Londres foi bem tranquilo, o vôo foi extremamente estressante, devo ter dormido umas duas horas talvez, mas assisti a um bom filme no avião (127 horas o nome do filme). 
No aeroporto de Portugal, que é gigante by the way, e um carinha purtuguês (of course) me fez andar ele intero duas vezes com a sua informação super precisa, ele disse: Ora, tu sobes a escada e vai andando para trás... Hã!!!... Para trás de onde? Até quando?... Bom, depois de andar bastante um outro senhor me passou a informação certinha e eu cheguei no terminal de embarque para Londres, uma pequena espera de apenas duas horas e meia até a hora do vôo.
No Vôo de Portugal para Londres, que estava bem vazio, eu conheci um rapaz muito gente fina, ele estava sentado na cadeira ao lado da minha. Ele é da África do Sul e joga Rugby profissionalmente em Portugal, ele participou daquele filme "Invictus", com o Morgan freeman e Matt damon, sobre uma parte da vida de Nelson Mandela. Conversamos bastante em inglês, então eu percebi que meu inglês não estava tão ruim assim, o nome dele era Lui (pelo menos foi o que eu entendi ele falar), ele pegou o endereço do meu Blog e disse que vai acompanhar ele. Eu falei que nem sempre teria tempo de traduzir tudo o que estava escrito para o inglês e ele disse: No problem man, i use the google translator tool!...So Lui if you are reading this, say hi for the people of Brasil, it was nice to talk to you, my best regards. 
Cheguei no aeroporto de Londres na hora programada, atraso de 15 minutos apenas. O senhor que me recebeu na alfandega tentou fazer uma pressão em mim e fez diversas perguntas, ainda bem que meu inglês estava bom, acho que ele fazia algumas pegadinhas, tipo ele perguntou três vezes o que eu tinha vindo fazer em Londres, pediu para ver a passagem da Índia, perguntou se eu ia sozinho para Índia, depois perguntou como eu ia me virar na Índia e tals, fiquei meio tenso mas respondi com calma tudo e mostrei confiança no que dizia, resumindo, piece of cake.
Logo na saida do aeroporto Mohan, pontual como um bom britânico, estava me esperando, fomos a sua casa e eu pude experimentar uma autêntica comida Indiana, feita por sua mãe que é da Índia e fala um inglês meio dificil de entender, mas é um amor de pessoa, todos me receberam muito bem aqui.
Depois de dormir um pouco fui com Mohan e dois amigos dele a um pub muito tranquilo na beira do rio Tâmisa, exelente comida e lugar super agradável, então aqui vai a primeira dica do BLOG, o lugar se chama "The bulls Head" (parece que existem vários pubs com esse nome por aqui), ele fica na "Strand on the green street" e o bairro é Chiswick, perto da ponte Kew bridge. O pub tem mais de 300 anos, aliás tudo aqui parece ser bastante antigo, a arquitetura é incrível, há diversos bairros com diversas casinhas identicas umas as outras com telhadinho triangular, eu me senti entrando num filme do Harry Potter.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Um homem precisa viajar...

Gostaria muito de abrir as postagens com um trecho do livro do Amir Klink, que é sem sombra de dúvidas um dos maiores aventureiros que esse Brasil já conheceu, e que me serviu muito de motivação (aconselho a todos a procurar o documentário "Mar sem fim" de Amir Klink, tem no youtube), essas são palavras de pura sabedoria:

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver” (Amir Klink).

A saga do herói

O simbolismo da saga do herói é referente ao caminho de desenvolvimento e amadurecimento da psique humana ao longo da vida. Todos nós passamos por diversos ciclos heróicos durante as diversas fases da nossa vida. O herói é todo aquele que responde ao chamado da vida e se lança ao desconhecido a procura de integrar o seu lado sombrio. Nós só podemos nos conhecer plenamente quando nos sujeitamos a situações diversas e aprendemos e crescemos com elas e com os obstáculos que elas representam. Caso contrário permanecemos estacionados em nossa zona de conforto, onde os riscos são mínimos mas assim também são os ganhos.

Essa foi a minha motivação para a realização deste tão ousado projeto, espero aprender mais sobre o mundo, e principalmente sobre mim mesmo, com as diversas variedades de cultura, de misturas étnicas e das infinitas possibilidades de situações que eu vou encontrar pela frente. Foi assim, ao menos para mim, que eu interpretei este chamado. Para finalizar esta postagem eu deixo aqui uma citação de Nietzsche que resume muito bem esse espírito: "Vive, como se o dia tivesse chegado".