sexta-feira, 27 de maio de 2011

Viagem de três dias de moto – Mae Hong Son loop


O nome do percurso que fizemos é Mae Hong Song loop, existem duas opções: o percurso longo de 1000 km e o curto, que é o que fizemos, de 600 km. Optamos pelo curto porque conversamos com uma rapaz daqui de Chiang Mai e ele disse que o longo não tem tanta diferença para o curto e os principais pontos para visitação estão no norte do percurso que é o mesmo para as duas opções.

Eu e Ivan


No primeiro dia rodamos uns 250 km, visual incrível e as rodovias bem vazias sem quase nenhum carro, curvas sinuosas em serras maravilhosas, não dá pra enjoar de fazer curva deitando a moto de um lado para o outro, só quem sabe o que é isso entende o quanto é prazeroso fazer uma viagem dessas e com direito a paradas para fotografia em paisagens maravilhosas. Foi realmente uma dádiva ter encontrado esse meu amigo no meu suposto último dia em Chiang Mai. Neste dia dormimos em uma vilazinha num hotel fazenda bem arrumadinho, o preço foi de R$ 22,00 pelo quarto, R$ 11, 00 para cada, dentro da média aqui da Tailândia, mas caro para o tamanho da vila.O caminho que a gente percorreu passa por lugares bem pouco visitados e não muito turísticos, o que torna bem difícil a comunicação com os nativos da região que não falam nada de inglês, o jeito é apontar pra comida no prato dos outros e comer o que ver pela frente! Hehe, e fica impossível parar para pedir qualquer informção, ainda bem que eu era bem bom no jogo de “imagem e ação” porque só com mímica para se comunicar.

Estrada do MHS loop


No segundo dia seguimos para os pontos mais famosos do percurso, passamos pela cidade de Mae Hong Son e vimos alguns templos por lá, mais uma vez visual de tirar o fôlego. Pelo caminho passamos por diversas vilazinhas. Existem diversas entradas para parques nacionais ao longo de todo o percurso, dá pra ficar duas semanas fazendo esse percurso se você quiser ver todas as atrações, mas haja dinheiro! Neste dia dormimos numa cidadezinha chamada Pai, muito bacana cheia de lojinhas e restaurantes e lotada de turistas, até estranhamos quando chegamos, não sabíamos que era tão famosa essa cidadezinha. Procuramos bastanto para achar um hotelzinho mais barato, acabamos achando uma cabaninha mais isolada da parte central da cidade por apenas R$ 14,00. Neste dia rodamos 200 km restando apenas 150 para o dia seguinte.

Paisagem na beira da estrada


No último dia levantamos mais tarde tiramos umas fotos pela cidadezinha e fomos tomar café. No caminho paramos em alguns pontos para tirar fotos na estrada e fomo a uma cachoeira, bem bonito o lugar, mas tenho que dizer que as cachoeiras daqui não são páreas para as do meu Brasil, a água é bem barrenta, mas é uma beleza diferente. Chegamos em Chaing Mai por volta das 16:00 horas. Uma viagem inesquecível, eu estava realmente com saudade de pilotar uma moto de verdade, as scooters dão pro gasto para se movimentar de um ponto a outro, mas nem se compara com uma moto de porte maior. A moto que usei foi uma Kawasaki 250 motard, perfeita para esse tipo de estrda com curvas, moto leve alta e ágil.

As máquinas


Depois da viagem de bike resolvi ficar mais um dia em Chiang Mai para relaxar, lavar umas roupas, e finalmente atualizar este blog que ainda estava emperrado em Bali! Hehe. Amanhã sigo para Laos, viagem longa de um dia e uma noite de ônibus. Vou para a cidade de Luang Prabang, esse é o fim da minha estadia aqui na Tailândia, ainda volto mais uma vez aqui na Tailândia para pegar o vôo para de Bangkok para Hong Kong na China. Tentarei atualizar o blog com mais freqüência mas não tenho a menor idéia da freqüência de internet que vou encontrar pelo caminho em Laos e Cambodia. É isso ai pessoal qualquer questão que tiverem já sabem, é só me contatar por email ou via mensagem através do blog, grande abraço a todos que tem me acompanhado por essas aventuras ao redor do mundo, é sempre legal saber que pessoas estão lendo o que eu escrevo e acompanhando os meus passos, sempre recebo emails novos e mensagens no facebook de pessoas que eu nem imaginava que poderiam estar lendo.

Cachoeira do caminho

Quer pegar uma carona neste elefante!?

Chiang Mai - Tailândia

Cheguei em Chiang Mai no dia 19 de maio de 2011, a cidade é muito agradável e fica situada a noroeste da Tailândia relativamente perto da fronteira com Laos e Birmânia. Existem diversas cachoeiras e paisagens lindíssimas ao redor da cidade, no primeiro dia andei pelo centro histórico da velha Chiang Mai e vi alguns templos budistas, alguns bem grandes. A proporção de templos budistas na Tailândia é igual ao número de igrejas no Brasil, tem um em cada esquina, mas o interessante é que aqui os templos budistas são todos trabalhados pintados de dourado com arquitetura diferenciada, e mesmo assim tem uma porção deles e sempre tem um Buda gigante dentro de cada um deles, entrei em vários destes templos e gostei bastante da energia deles da pra sentir uma paz ao entrar neles e um silencio...

Estátua de Buda


No segundo dia fui logo cedo fazer um treking de dois dias em um dos parques nacional que circunda a cidade. Foi muito bom, no início da trilha eu andei de elefante de novo e desta vez fui sentado no pescoço dele, foi incrível. Mas achei meio cruel a forma que os tratadores cuidam dos elefantes. No meu grupo estavam um rapaz da Flórida – EUA, outro da Inglaterra e duas meninas da Irlanda, pessoal muito legal, nos encontramos diversas vezes depois do trekking. A noite dormimos em uma vila bem pequena e as crianças da vila vieram cantar algumas músicas que eles aprendem na escolinha deles, foi demais. Depois cantamos algumas músicas ocidentais também, essa parte foi meio ridícula, mas fazer o quê, hehe. O nosso guia cozinhou um prato muito gostoso e eu provei uma pimenta bem forte aqui da Tailândia, mas a esta altura do campeonato já estou bem acostumado com o sabor picante.


Eu sentado no pescoço do elefante - vista de cima



No dia seguinte caminhamos por umas duas horas e meia até uma outra pequena vila e depois entramos em um carro para ir para o rafting no bambu, eles fazem uns barquinhos de bambu e a gente entra e um rapaz vai guiando o barco, é bem diferente, parece que o barco vai virar a toda hora mas vale a pena a experiência, me diverti bastante. Voltei para o albergue no fim da tarde. Nos próximos dias eu aluguei uma scooter e fui conhecer melhor a cidade e as redondezas. No primeiro dia as meninas da Irlanda foram comigo cada uma em uma scooter, foi um pouco tenso porque elas não sabiam guiar as motos direito e a cidade tem um trânsito bem movimentado, nada comprado a Bali mas para quem não tem experiência é um pouco complicado. Elas iam bem devagarzinho e parava o tempo todo para esperar elas.


Angela e Josie em suas scooters



Neste dia fomos ver os tigres, eles chamam de “Tiger Kingdom” o lugar na verdade é um zoológico onde você paga uma nota preta e entra na jaula dos tigres com os treinadores e tira fotos com os tigres, achei uma grande judiação com os bichinhos, mas fui lá porque quando que eu ia ter outra oportunidade de tirar uma foto abraçando um tigre!? Hehe. Fomos também a um ponto bem alto ao lado da cidade que dá para ver toda a cidade lá de cima, belo visual e pra variar cheio de templos pelo caminho.


Eu e o tigre adormecido - parece um gatinho!!!



No dia 22 quando estava me preparando para ir para Laos no dia seguinte conheci Ivan no albergue onde estou, Ivan é um rapaz da Inglaterra, nós começamos a conversar e ele me falou que estava aqui para fazer uma viagem de moto ao redor de Chiang Mai, um percurso de 600km nas paisagens mais bonitas da Tailândia, fiquei totalmente balançado com a idéia de subir numa moto de verdade e fazer uma viagem de três dias nessas paisagens cinematográficas. Decidi então ficar mais alguns dias em Chiang Mai para fazer essa viagem.

Albergue - Spicythai, Tailândia

Tailândia - Phuket


Eu cheguei em Phuket no dia 14 de maio de 2011 após uma longa viagem de quase 24 horas saindo de Singapura às 19:00 horas, cruzando a Malásia e chegando em Hat Yai na Tailândi pela manhã para pegar uma van e chegar em Phuket por volta das 18:00 horas do dia 15 de maio. Phuket é uma ilha localizada no sul da Tailândia, a idéia de visitar esta ilha me veio quando conversei com duas pessoas que conheci em Chitwan no Nepal, eles eram de Phuket e me falaram muito bem sobre a ilha então resolvi começar o meu tour na Tailândia por esta cidade.

Phuket Town


A minha visita foi bem tranqüila, fiquei hospedado em um albergue bem movimentado no meio de Phuket Town que é o centro comercial da ilha. No meu segundo dia na ilha fiz amizade com uma alemã, Louise, que estava no mesmo quarto que eu estava e nós alugamos duas scooters e rodamos a ilha inteira em um dia visitando as praias, ela estava bem tensa porque era a primeira vez que ela dirigia uma scooter em uma cidade com trânsito, algumas praias são muito bonitas com águas claras e areia branca, mas a praia mais famosa que é Patong Beach foi uma decepção para mim, a água não é muito clara e a praia é muito suja, cheia de gente e de lixo na areia e no mar, toda hora algum plástico gruda em você quando você esta nadando.

Louise e eu alugando as scooters


Em um outro dia eu peguei um barco para uma ilha próxima, chamada Racha, de praias lindíssimas, peguei um pacote que incluía uma diária e snorkeling mas acabei pagando muito caro (75 dólares), o bangalô tinha telhado de alambrado e o quarto mais parecia uma sauna, esse dia foi bem difícil de dormir, um forno literalmente o colchão era tão duro que eu lembrei dos confortáveis hotéis de luxo na Índia, minha cabeça doeu quase o dia todo por causa do calor, na Tailândia no mês de maio faz 40 graus todo dia, isso acaba atrapalhando um pouco você aproveitar os lugares bonitos e chove bastante nessa época também.

Praia da ilha Racha


Voltei da ilha e peguei um avião para Chiang Mai, no outro extremo da Tailândia, no norte, onde estou até hoje (dia 27 de maio de 2011).

Bangalô dos infernos

Pedalando em Singapura

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Singapura - 10 a 13 de maio de 2011


A minha visita a Singapura foi bem curta, durou apenas três dias, mas foi suficiente para conhecer boa parte do lugar. Para quem não sabe Singapura é um país independente desde a década de 60, o país é do tamanho de uma cidade e não é muito difícil de conhecer todo o seu território. Singapura é tão moderna quanto a Malásia, o Aero trem corta a cidade inteira em diversas linhas e você pode ir para qualquer lugar com facilidade partindo do aeroporto. O preço média da passagem sai por volta de três Singapura dólares, que é aproximadamente US$ 2.40. Durante o tempo que fiquei em Singapura eu fiquei na casa de uma amigo, Kai Jun, que eu fiz na Malásia, ele dividiu o quarto comigo na ilha de Redang.

Centro de Singapura


No segundo dia eu peguei a bicicleta do meu amigo emprestada e fui dar uma volta na ilha, ele mora um pouco afastado do centro, cerca de 25km, pedalei até o centro e visitei os lugares mais famosos de Singapura como o prédio com a piscina gigante e a roda gigante que é bem parecida com a de Londres. O calor é quase insuportável e o sol castiga muito, segundo o meu amigo Kai Jun a semana que eu estava lá foi uma das mais quentes do ano! Quase derreti na bicicleta mas foi muito bom poder pedalar de novo um dia inteiro, rodei bastante no centro e depois voltei, fiz uns 60 km ou mais esse dia. No fim do dia ao entardecer fui para um parque muito bonito chamado “Chinese Garden” Tem uns prédios em estilo oriental, dentro do parque tem a parte japonesa também, é em agradável.

Chinese garden


Singapura de maneira geral é bem tranqüila, o transito é bom, com avenidas largas que cortam a cidade, até lembra um pouco Brasília nesse aspecto, mas o centro é muito mais moderno. Os preço são bem salgados, nem se compara com a Malásia, o que é curioso porque na Malásia tudo é de primeira qualidade e tão moderno quanto Singapura mas os preços são menos da metade. Principalmente transporte e alimentação em Singapura são muito caros, não vi o preço de hospedagem porque fiquei na casa do meu amigo, mas com certeza não é barato.

Famoso prédio da psicina gigante


No último e terceiro dia que fiquei em Singapura conheci uma garota nativa, Catherine Chong, através do site Couch Surfing, combinamos de nos encontrar faltando três horas para o meu ônibus para Tailândia. Fomos a um restaurante estilo Árabe e conversamos bastante sobre Singapura e também sobre a minha viagem, ela me falou que agora em Singapura existe uma grande mistura de etnias, Chineses, Indianos, muitas pessoas da Malásia e o idioma oficial da ilha é o inglês, é muito fácil de se comunicar e se orientar pelas placas de trânsito em Singapura se você sabe inglês. Ela falou também que os jovens aprendem o inglês como língua primária e podem escolher outra língua para aprender na escola também, muitos optam pelo Mandarim que não é nada fácil de aprender, é visível a influência cultural da China em Singapura, aliás, em todo o sudoeste asiático.

Catherine Chong
Bom, essa foi a minha experiência em Singapura, na minha opinião um país muito interessante e com pessoas bem amigáveis, três dias são mais que suficientes para se rodar bem a ilha e conhecer os principais pontos, normalmente as pessoas que visitam a ilha vão a trabalho ou estão fazendo escala para ir para outro país. Tirando o calor só tive bons momentos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Bali - Balanço geral


Bom cheguei ao fim da minha estadia em Bali, posto aqui agora as minhas impressões finais sobre a ilha. Para ser bem sincero eu não sabia da existência de Bali até muito pouco tempo antes de eu deixar o Brasil, eu estava com a idéia de rodar o mundo e comentei com amigos e alguém me falou do filme “Comer, rezar e amar”, depois de ver este filme eu adicionei Bali ao meu itinerário. Mas a realidade é que esse filme não mostra bem a realidade de Bali, não que a ilha seja ruim, longe disso, mas o filme mostra a Julia Roberts (personagem principal) andando em uma bicicleta antiga em paisagens isoladas de plantações de arroz, e praias desertas de água cristalina... Bem não é bem assim, como eu havia dito em postagens anteriores Bali é uma ilha bem agitada, eu tive a oportunidade de andar muito de scooter para cima e para baixo e conheci bastante da ilha, e é muito difícil encontrar um lugar na ilha que não seja cheio de gente e carros e scooters para todo lado, mesmo em Ubud, que eu havia ouvido que era mais tranqüilo. As praias que mostram no filme eu ouvi dizer que na verdade ficam em Lombok, que é outra grande ilha que fica próximo de Bali, infelizmente não tive a oportunidade de ir conhecer porque quando descobri isso já era tarde e eu já tinha a passagem aérea para Singapura comprada.
Preço de alimentação em Bali é impressionantemente barato, você pode comer um prato de comida simples por dois dólares! As vezes eu pedia dois pratos, suco e mais sobremesa e saia uns seis dólares, e a comida é boa, só um pouco enjoativa porque eles fritam tudo e eu não sou muito acostumado a comer fritura todos os dias. A acomodação já não é tão barata assim, é claro que eu estou comparando com Índia e Nepal onde você encontra um quarto por 5 ou 6 dólares muitas vezes. Mas a média em Bali é de 10 a 20 dólares para lugares baratos, sem ar-condicionado (e é quente como o inferno lá!) e sem muita mordomia. Mas se você quer e pode pagar um pouco mais por 50 dólares você encontra diversas opções com muitas mordomias, então no fim das contas até que fica barato se comparar com o Brasil.
Para quem gosta de mergulhos a ilha é um paraíso, cercada de pontos interessantes e com vida marinha bem variada, mas você precisa barganhar muito com as agências porque eles via de regra te passam o dobro do valor no primeiro contato, então você tem que ir até o limite na negociação e em Bali sempre que você pega mais de um pacote ou aluga um lugar ou uma scooter por mais dias você sempre consegue preços melhores.
Outro lugar paradisíaco a apenas uma hora e meia de Bali (em lancha rápida) são as Gili Islands, ali sim você vê aquela água cristalina, mas não é muito barato para se chegar lá e também para ficar você tem que pagar um preço mais elevado.
De maneira geral Bali é um lugar bem agradável de se visitar, não me arrependo nem um pouco de ter ido até lá, mas penso que talvez deixar o Brasil para se fazer uma viagem só para Bali não seja a melhor opção, se você se animou em visitar a ilha por causa do filme também, faça um bom plano antes de pegar o avião, a passagem aérea é extremamente cara, mas aqui por perto existem centenas de paraísos ecológicos marinhos e pra quem gosta de muita festa e curtição também é um lugar bem agitado, uma semana é tempo mais que suficiente para se ver tudo em Bali muito bem visto, se você dispõe de mais tempo, um mês por exemplo, dá para ir para Lombok, Gili Islands, Malásia, aí sim você terá umas férias inesquecíveis, fora centenas outras ilhas na Indonésia que são boas de visitar.
Então é isso, na minha opinião Bali vale muito a pena, mas se você vem de muito longe faça um bom plano para conhecer bem os arredores e se programe para pelo menos um mês, normalmente os preços para ficar nos lugares é barato mas você tem que levar em consideração passagens aéreas, barcos, transportes de maneira geral. Abração a todos, lhes escrevo agora da Tailândia, ainda tenho que postar aqui os comentários sobre Singapura. É isso, qualquer dúvida que alguém tenha ao ler este blog sobre Bali ou sobre qualquer um dos destinos que eu posto aqui, mais uma vez eu deixo o meu contato, eu sei como é difícil quando você está se preparando para uma viagem e não encontra ninguém para conversar sobre isso e para tirar dúvidas. Meu e-mail: labar47@gmail.com

Scooter em Bali

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Trekking em Kintamani


No dia 06 de maio eu e meu amigo Caleb pegamos a scooter e nos dirigimos para o outro lado da ilha, Kintamani, onde há um vulcão em atividade. A distância é relativamente curta mas o trânsito na ilha é intenso, demoramos umas 3 horas para fazer uns 80 km. Dirigir em Bali é uma aventura, nunca vi tantas scooters de uma vez só cortando o caminho por todos os lados. É muito comum ver crianças bem pequenas dirigindo essas scooters. Chegamos na vila perto do vulcão já anoitecendo, estava bem frio e não levamos nada além da roupa do corpo. Nos hospedamos em um hotelzinho a beira do vulcão. Durante o jantar conheci um casal de Paris, Marion e Darius, eles são muito gente boa, conversamos por horas, eles acabaram de voltar de uma viagem de quatro meses na Austrália, compraram um carro lá e fizeram tudo de carro, aprendi mais um bocado de palavras e expressões em Francês com eles.

Vista do topo do vulcão


No dia seguinte fizemos o trekking juntos, acordamos 3:30 da matina para começar a caminhada de duas horas e meia até o topo do vulcão, estava frio e chuviscando um pouco, o que atrapalhou bastante o visual. No início do trekking Marion teve problemas de estômago e teve de parar por um tempo, mas depois eles voltaram e nos alcançaram. O visual aos poucos foi melhorando e as nuvens foram abrindo o céu, perdemos o nascer do sol mas o resto do passeio foi bem bonito. O guia nos levou a várias crateras, cozinhou ovos e bananas num dos buracos do vulcão para a gente comer, incrível...

Ovos e bananas cozidos no buraco do vulcão


Depois do trekking, apesar do sono, seguimos de scooter junto do casal de Franceses, para Ubud, lugar bem agradável na região central da ilha. Lojinhas a perder de vista, muitos restaurantes, a cidade parece uma feira. No meio da praça central tem a floresta dos macacos, mas não tivemos tempo de ver porque tínhamos que voltar para Kuta porque o Caleb tinha o casamento de uma amiga dele de Hong Kong para ir e ia com ele. Então só almoçamos em Ubud e ficamos conversando um bocado com nossos novos amigos.

Darius, Marion e Caleb


Chegando de volta na cidade demos um tempo no hotel e depois fomos procurar o lugar do casamento, rodamos um bocado por mais de uma hora e ninguém sabia informar o local do casamento até que uma moça de uma loja de vestidos de noiva sabia onde era e levou a gente lá, fomos seguindo a scooter dela. Demos muita sorte de achar essa alma caridosa porque o lugar era impossível de achar sozinho. Chegamos um pouco atrasados, mas na verdade não era um casamento, era só uma seção de fotos e eles assinaram uns papéis. A grande festa mesmo será em Hong Kong no final do mês. O dia foi bastante corrido, fomos comer alguma coisa e voltamos para o hotel acabados, esse dia eu dormi umas três horas apenas e rodei o dia inteiro, muuuuito cansativo.

Capela em Bali

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Bali - Show do milhão


A chegada em Bali foi um pouco tensa porque logo na entrada do saguão do aeroporto eu vi uma grande placa dizendo o que era necessário para entrar em Bali e um dos itens era passagem de retorno comprada, suei frio, ninguém me pediu isso em nenhum dos países que visitei até agora, fora Londres, mas no fim deu tudo certo. Logo de cara tive que sacar para pagar os 25 dólares do visto e tive uma surpresa, os valores no caixa eram absurdos de grande, saquei logo um milhão, depois fui ver que um milhão equivale a aproximadamente US$ 105,00. Em Bali todo mundo é milionário.

Resort de luxo, Nusa Dua, em Bali


No meu segundo dia conheci uma garota pelo site do couch surfing (www.couchsurfing.org) e combinamos de ir logo cedo para uma praia fazer trabalho voluntário de limpeza dos corais, recolher o lixo que as pessoas jogam no mar (se vê muuuuito disso por aqui), mas acabou que como eu fui de última hora sem avisar não tinha equipamento de mergulho para mim e eu tive que esperar na praia mesmo. O lugar era uma resort de altíssimo luxo, me deitei em uma cadeira super confortável e acabei cochilando ali mesmo. Depois, antes de ir embora, tive a oportunidade de andar em um veículo engraçado que eu só tinha visto na internet antes deste dia, você movimenta ele com o peso do corpo, muito interessante, é movido a eletricidade e tem autonomia de uns 30 km por bateria.

Eu no veículo elétrico


Depois fomos andar pelas ruas de Bali, andamos praticamente o dia inteiro e conversamos bastante, achei super interessante porque ela é muçulmana e usa aquele pano na cabeça (burca) até mesmo para mergulhar ela não tira aquilo. Conversamos bastante sobre as diferenças culturais do Brasil e de outros países que visitei. Ela é uma pessoa super inteirada de tudo, muito diferente do que eu pensava sobre as mulheres mulçumanas, vê vários filmes e séries de TV, curte altas músicas. É claro que tive que perguntar o porque do uso da burca e ela me respondeu que no caso dela é por opção, ela usa se quiser e não tem ninguém obrigando ela, e na família dela nem todas as mulheres usam.

Irma, Jakarta - Indonésia


Ela é de Jakarta, capital da Indonésia, foi bastante diferente andar pelas ruas de Bali e entrar em diversas lojas com alguém que fala a língua local, todos até te recebem melhor só por você estar com a pessoa que fala a língua deles. Fui a dois restaurantes bem tradicionais, daqueles bem pé de chinelo, pra ver como era a verdadeira comida da Indonésia e não as que eles vendem pra turista ver, foi interessante a experiência. No final do dia dei uma super mancada, quando fui me despedir nós estávamos no meio da rua na frente de um monte de moto-taxis e eu fui dar um abraço de despedida e ela travou, e falou toda sem graça, nós não fazemos isso! Fiquei super sem graça, os carinhas das motos ficaram todos zoando e rindo alto, ela ficou super sem graça e eu mais ainda, hehe, coisas de diferenças culturais!
Os outros dois dias depois deste foram meio parados, fiquei só na praia próxima ao local que estou, Kuta, e aproveitei para atualizar o blog e as fotos que ainda estavam no Nepal. Depois disso aluguei uma scooter e sai andando pelas ruas da cidade e visitando as praias mais distantes, adorei a experiência embora seja um pouco tenso porque aqui a mão é invertida e o trânsito é caótico, mas nem se compara com Índia ou Kathmandu, então eu tirei de letra.

Eu de scooter nas ruas de Bali


Dia cinco de maio chega aqui um amigo que eu fiz no Nepal, o Caleb que Fez a trilha do Annapurna base camp comigo e as meninas da França. Por incrível que pareça tenho ficado muito sozinho em Bali, não sei porque, pela primeira vez na minha viagem não encontrei ninguém por aqui para ficar saindo e fazendo os programas turísticos, não achei nenhum albergue com dormitórios (que é sempre o melhor lugar para fazer amigos) e aqui as pessoas vem mais de casal ou em grupos. Kuta é uma cidade muito agitada e é coalhada de pessoas por todos os lados, surf aqui é o que não falta, prancha para todo lado, escolinhas de surf, lojas de artigos esportivos, etc. Bali é muito diferente daquela realidade mostrada no filme da Julia Roberts (comer, rezar e amar), eu vim com a espectativa de encontrar um lugar mais calmo e tranqüilo com paisagens bonitas e clima bucólico, mas Bali é o exato oposto disso. Para se ter mais ou menos esse panorama você tem que ficar em Ubud, mas além de ser tudo muito mais caro, é isolado de tudo e longe das praias.
Aqui em Bali você encontra templos para todos os lados, no meio da rua, no meio das lojas de surf, surge um templo todo em estilo antigo com estátuas de Deuses Hindus, as pessoas são bastante religiosas por aqui, no hotelzinho que estou ficando todo dia bem cedo o rapaz bem novinho pega a oferenda e pões na frente da porta de entrada e outra no altar, é muito comum ver essas oferendas para todos os lados.

Templo no meio das ruas de Bali


Hoje, 04 de maio de 2011 fui fazer um mergulho num dos melhores pontos daqui de Bali, visitei um naufrágio de um navio americano, foi sensacional! No meio do mergulho surgiu um cardume enorme de peixes, nadei no meio deles, eles pareciam nem se importar, vi peixes enormes e também bem pequenos de todas as cores, vi também uma arraia. Gostei bastante da experiência, fiz dois mergulhos nesse ponto. Meu parceiro de mergulho foi um Colombiano aposentado que tem um restaurante de frutos do mar na Colômbia e hoje viaja o mundo atrás de pontos de pesca-sub e mergulhos. Seu nome é Juan, super simpático, conversamos bastante adorei conhecê-lo, combinamos de fazer o trekking do vulcão juntos.
E por enquanto é isso, Bali esta sendo muito legal, mas não tanto quanto eu esperava, também resolvi ficar menos tempo por aqui, a princípio a idéia era ficar um mês, mas a ilha é muito pequena e eu já vi quase tudo o que tinha que ver por aqui, dia 10 de maio sigo para Singapura onde encontro outro amigo que fiz quando estava na Malásia, agora eu começo a não só fazer novos amigos, como também a re-encontrar os que já fiz, estou adorando tudo isso. Espero que ao final deste ano eu tenha amigos espalhados por todo o mundo. Um forte abraço a todos.