sábado, 30 de abril de 2011

Redang Island - Malásia Video

Malásia – Kuala Lumpur e Redang

Cheguei na Malásia sem idéia nenhuma do que ia ver pela frente, nunca tinha ouvido falar absolutamente nada sobre a Malásia, grande foi a minha surpresa ao descer no aeroporto e dar de cara com um trem flutuante dentro do aeroporto! Você simplesmente não precisa andar kilômetros por aquelas esteiras intermináveis dos aeroportos internacionais, você entra no trem e ele te leva rapidamente para o outro extremo do aeroporto.

Trem no meio do aeroporto de Kuala Lumpur


Na saída do aeroporto fui procurar um meio de transporte para ir para Chinatown, o bairro que eu ia me hospedar por dois dias. O preço do taxi era bem salgado então eu decidi pegar um ônibus. Chegando na estação do ônibus fui pedir informação, todos sempre muito solícitos e falando um bom inglês. Entrei num ônibus que eu nem acreditei, simplesmente o ônibus mais luxuoso que eu já vi na minha vida! Cadeiras super confortáveis, deixa qualquer ônibus leito do Brasil no chinelo. E o preço é o melhor! Do aeroporto que fica bastante afastado da cidade para o bairro Chinatown que é perto do centro apenas RM 10,00 que equivale a R$ 5,70, inacreditável. Chegando perto do centro você vê de longe os grande arranha-céus, prédios imensos e ultra modernos. Fiquei completamente impressionado com a Malásia, não esperava tanto luxo e modernidade, especialmente depois da Índia e do Nepal.


KLCC - Centro de Kuala Lumpur


Os dois dias que fiquei em Kuala Lumpur foram bem movimentados, no primeiro dia peguei um trem para o centro e andei por entre os prédios enormes e entrei em alguns shoppings, existem diversos no centro. Fiz amizade com um rapaz local através do site CouchSurfing, dormi na casa dele no primeiro dia, conversamos bastante sobre as diferenças culturais entre o Brasil a Malásia e entre os outros países que eu visitei até agora. No dia seguinte andei bastante pelas ruas do centro e fiz muitas pesquisas sobre preços de eletrônicos, os preços lá são bem em conta comparando com o Brasil. 


Aero trem - Esse é o trem que corta a cidade




No dia seguinte parti para a praia mais bonita da Malásia, que era o meu objetivo desde o início. O nome do lugar que visitei é Redang Island (coloque no Google imagens a palavra Redang e veja algumas fotos para ter noção da beleza do local). Simplesmente Fernando de Noronha na Ásia, as praias mais bonitas que já vi na minha vida, coisa de louco! Sabe aquelas fotos de fundo de tela do Windows! Simplesmente sensacional. Os preços por lá não são baratinhos não, mas nem se compara com os preços de fazer turismo no Brasil, eu paguei por 5 dias e quatro noites com tudo incluso, refeições e duas saídas por dia no barco para fazer mergulho livre, US$ 225,00. Comida a vontade o dia inteiro, bom demais, tive vontade de ficar lá e nunca mais sair, sem palavras para descrever o local...


Redang Island



Fiquei apenas oito dias ao todo na Malásia, a minha idéia era só visitar uma praia bem bonita, depois disso segui para Bali, que é de onde estou escrevendo agora.

Nepal - Balanço geral


O Nepal é um lugar muito agradável para se viajar, as pessoas são amistosas a comida é boa e de quebra você pode ver as mais belas paisagens do mundo. O país é muito pequeno, os programas turísticos que mais tomam tempo são os trekkings, e também são sem dúvida o maior atrativo do Nepal. Politicamente o Nepal é um país com muitos conflitos e isso acaba influenciando também no turismo. Há apenas 10 horas de energia elétrica por dia, as outras 14 horas você fica literalmente no escuro, os estabelecimentos turísticos acabam tendo que comprar geradores e gastam bastante para manter essa estrutura, o que é bem irônico num país com um dos maiores potenciais hidráulicos do mundo para construção de hidrelétricas. O povo Nepalense é revoltado com essa situação, as vezes a eletricidade chega só no início da noite na hora que todos vão dormir e não precisam usar.
Os principais pontos turísticos são Lumbini, terra onde nasceu Buda, não tive oportunidade de visitar esse lugar desta vez, mas é bom que tenho uma desculpa pra voltar nesse maravilhoso país. Em Lumbini você encontra um monte de templos budistas, conheci algumas pessoas que visitaram e acharam muito interessante. Outro local imperdível é o parque nacional Chituwan, muita vida selvagem e paisagens lindíssimas. Pokhara é uma cidadezinha tranqüila, ponto de partida para diversos trekkings na região do Annapurna. E por último a capital Kathmandu, maior cidade do Nepal, bem tumultuada, muuuita poluição e trânsito caótico, mas nem se compara com a Índia. Vale a pena andar pelas ruas de Kathmandu e ver as diversas lojinhas vendendo de um tudo. Pinturas belíssimas, mandalas, estátuas, acessórios para trekking, etc. Além desses quatro pontos principais existem outras cidadezinhas menos conhecidas, mas não tenho muita informação para dizer se vale a pena ou não ir lá, sei que o acesso é bem difícil mas ouvi algumas pessoas falando desses lugares mais remotos.
Quanto aos preços no Nepal eu tive uma grande surpresa, em relação a alimentação e acomodação é tranqüilo, mas quanto aos trekkings e as atividades esportivas como Rafting, Kayaking, Paraglading, Bungi Jumping, se você curte esse tipo de atividade vá preparado para desembolsar muuuuita grana, um salto de Bun ging Jumping sai pela bagatela de 200 dólares. Os trekkings saem no mínimo por uns 300 dólares se você pagar guia, tudo é bastante caro. Existe a possibilidade, como eu falei anteriormente, de fazer os trekkings sem guia, mas é bom juntar um grupo para isso e ir de preferência com alguém que tenha experiência. As acomodações são muito mais limpas e confortáveis que na Índia, mas o preço é um pouco mais caro também, mas ainda é muito barato, uma média de uns 7 a 8 dólares.
Viajar de ônibus pelas ruas acidentadas cheias de subida e descida do Nepal é uma grande aventura, os motoristas são totalmente insanos! Você tem que abstrair, não olhar para a estrada nunca e de preferência coloque um fone de ouvido e ouça alguma música para se distrair, porque o negócio é tenso, eles sempre ultrapassam nas curvas e SEMPRE tem um carro vindo do outro lado, você TODA HORA quase morre! Vira e mexe tem um ônibus capotado pela estrada. Para cobrir uma distância de 300 km o ônibus chega a demorar oito horas, a entrada e saída da cidade de Kathmandu é o pior trecho, sempre há um engarrafamento sem fim.
Quanto aos comerciantes tome sempre muito cuidado e pesquise bastante os preços em diversas lojas, você chega a encontrar uma mercadoria até quatro vezes o valor real de venda na cidade, é absurdo, quanto a isso eles são piores que os indianos! Pra tudo você tem que barganhar no Nepal. E os equipamentos falsificados que eles vendem lá iludem bastante porque você pensa que está pagando bem barato mas a qualidade do produto é muito ruim, é bem comum ver esses produtos como botas, mochilas, arrebentando no primeiro trekking e as pessoas ficam na mão.
Bom, acho que é isso, definitivamente um destino fantástico para se ter na lista. Dependendo do tanto de dinheiro que você se programa para gastar você pode ficar de uma semana a três meses no Nepal e sempre tem o que fazer por lá, especialmente se gosta de trilhas em lugares de natureza.

Quem é esse cara!?

?


Esse foi o visual adotado por mim durante o tempo em que fiquei na India e no Nepal. Cabelão e barba, a pergunta que mais ouvi durante este tempo foi se eu era de Israel.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pokhara / Katmandu (16 a 20 de abril)


Após os dez dias de trekking era hora de relaxar na pacata cidadezinha Pokhara, é um lugar bem tranqüilo sem trânsito pesado e multidões, cheio de lojinhas de tudo que é tipo, me lembrou até um pouco Arraial d’ Ajuda na Bahia. A comida é bem mais cara que em Kathmandu mas se você procurar um pouco consegue achar uns botecos pé sujo com preço mais acessível. Nosso grupo ficou no mesmo hotel e fizemos bastante coisa juntos. Fomos visitar a vila Tibetana, a caverna do morcego, andamos um bocado pelas ruas pela beira do lago de Pokhara, foram três dias bem agradáveis. Pela manhã é possível ver, nos dias de céu azul, os picos nevados das montanhas do Himalaia, o visual é lindíssimo.
Após três dias era hora de partir mais uma vez, de volta a Kathmandu para pegar o vôo para Kuala Lumpur na Malásia. Quando foi se aproximando a noite do último dia, mais uma vez me deu aquela sensação de frio na barriga que pensei que a este ponto da viagem eu já havia superado. Nos últimos 13 dias eu havia vivido experiências fantásticas e fiz amigos muito queridos, quando eu tava começando a me acostumar com a idéia, bum!... muda tudo novamente... mais uma vez eu estava por conta própria, ônibus logo cedo pra Kathamndu, oito horas chacoalhando nas ruas acidentadas do Nepal, ninguém pra trocar uma idéia, chegando em Kathmandu voltei andando para o hotel que eu havia ficado a primeira vez e fiz alguns amigos por lá. Comi minha última refeição no estilo Índia / Nepal em grande estilo, com direito a cheese naan e chicken massala (prato muito tradicional por essas bandas). Esperei cansado o dia anoitecer para ir para o aeroporto, no saguão do hotel fiz amizade com um bombeiro de Nova Iorque conversamos um pouco, ele estava indo embora no mesmo dia e o seu vôo era na mesma hora que o meu. Rachamos um taxi até o aeroporto.
Chegando lá, mesma burocracia de sempre... duas horas de espera, várias esteiras e detectores de metal, um último nepalense me fez a fatídica pergunta: De onde você é? E após ouvir a resposta veio a mesma frase de sempre: Ronaldo!!! (ouvi isso pelo menos umas 100 vezes até agora, e tenho a impressão de que irei ouvir até o fim da minha viagem).
Esse foi o fim da minha viagem ao Nepal, no próximo post eu coloco as impressões gerais finais sobre o Nepal.

domingo, 24 de abril de 2011

Trekking no Nepal - Annapurna Base Camp (ABC)


Bom, por onde começar!?... Depois de um longo período sem postar volto ao meu blog com diversas novidades, para começar eu vou contar como foi a maravilhosa experiência de fazer um trekking nos picos gelados do Himalia.

Cachoeira de águas geladas


O trekkiing que eu escolhi foi de 10 dias, é considerado um trekking de nível intermediário (dados do guia Lonely Planet), a altura máxima por volta de 4100 metros. A trilha começa em uma pacata cidadezinha de nome Nayapul localizada a uma hora e meia de Pokhara, para chegar lá é só pegar um ônibus ou taxi. Logo de início a trilha segue ao lado de um riozinho de água cristalina que forma diversas cachoeiras ao longo de todo o caminho. O primeiro dia é só faz de conta, uma hora e meia de trekking subidinhas leves até Ulleri. No caminho a gente passa por diversas pessoas fazendo trekking, carregando coisas para levar para as vilas, cachorros, crianças brincando e é claro paisagens maravilhosas. A trilha, independente do trekking começa igual para todo mundo, então nos primeiros dias todos fazem mais ou menos o mesmo percurso e você pode ver muito mais gente nas trilhas.

Marie e Kassila - Amigas da França


No segundo dia eu e meu guia nos juntamos a um grupo de duas francesas e seu guia. Este dia começa com uma subida interminável de milhares de degraus, é extremamente cansativo, em algumas horas eu me arrependia de ter levado meu equipamento fotográfico tão pesado, mas no final compensou muito carregar todo o peso e ter fotos maravilhosas para guardar pro resto da minha vida. Nesse dia andamos quase oito horas até a vila chamada Ghorepani, foi bem cansativo, no final do dia estava frio e já se podia ver os picos gelados da varanda da hospedaria (toda hospedaria ao longo da trilha tem nomes como vista bonita, pico alto, melhor vista, é uma originalidade!). Ao longo deste dia pude conversar bastante com as meninas do meu grupo e pra minha sorte elas eram muito divertidas e simpáticas, as duas estão também fazendo uma viagem de volta ao mundo (já até perdeu a graça, todo mundo faz isso por aqui! Hahaha) a delas é de seis meses (a maioria das pessoas que encontrei pelo meu caminho até agora faz em seis meses). A média de caminhada do trekking é de oito horas por dia, mas nós sempre saímos bem cedo, então sempre chegávamos entre 15:00 e 16:00, o que nos dá tempo de sobra para não fazer nada até o dia seguinte. Fiz diversos amigos ao longo do caminho, tem muita gente de todo o mundo fazendo trilha no Nepal principalmente franceses (eles estão em todo lugar!). Mas bom ter este tempo para descansar por que o trekking é bem pesado, durante o dia meus dedos quase explodiam, as pernas ficam completamente doloridas nos quatro primeiro dias, depois acostumam.

Nascer do sol em Punhill


Do terceiro dia em diante é pauleira, sobe e desce montanha, uma mais alta que a outra. Tem dia que você parte de manhã e vê da sua hospedaria o local que você vai dormir, parece que vai chegar lá em uma hora, mas quando põe o pé na estrada... vixe... bota hora nisso!... O terceiro dia é especial porque a gente acorda as 5:00 da matina pra pegar uma trilha subindo um morro gigante só pra ver o sol nascer no meio dos picos gelados do Himalaia, o visual é indescritível, na sua frente um vale gigante, um frio do cacete, muita gente todos com lanterninha na cabeça marchando em coro para ver a aurora... só digo uma coisa... valeu muito a pena, as fotos não conseguem mostrar a beleza do evento. Depois disso é descer morro e seguir em direção oposta, o dia já começa bem, uma hora pra subir, meia hora pra descer e depois mais seis horas subindo e descendo montanha. A paisagem é belíssima durante todo o caminho e nunca fica cansativo porque muda o tempo todo, uma hora você entra numa floresta, depois sai num vale onde pode ver pra todo canto plantações de arroz nas costas dos morros, depois vê rios e cachoeiras cruzando o caminho o tempo todo (uma hora eu entrei num poço de água cristalina de uma destas cachoeiras só pra ver como era a sensação... foi a água mais congelante que eu já entrei na minha vida, tenta entrar numa piscina cheia de gelo, as águas desses rios vem direto do degelo dos picos mais altos das montanhas). Resumindo, o visual é inacreditável e o suor vale a pena 100%.

Para o alto e avante!


Quarto dia parece piada, você consegue ver logo ali o ponto de destino, e é só descer e subir para chegar lá, mas é descer 1000 metros e subir 1300!!! Um dia inteiro pra fazer isso, chegamos poucos minutos a frente de uma tempestade que passou por ali, foi o tempo exato. Graças a Deus não pegamos chuva forte nenhum dia e a maior parte de todos os dias fez sol durante a trilha (mas chove todo dia nas montanhas por volta das 17:00). Neste quarto conheci o quarto integrante do nosso grupo, Caleb de Hong Kong, figurassa o nome dele em Chinê é Ung (alguma coisa assim) se pronuncia da mesma forma que a gente faz quando vai perguntar alguma coisa quando não entendeu, hum!? Haha, nem precisa dizer que isso foi motivo de piada pelo resto do trekking entre eu e as meninas. Caleb é muito gente fina e tem um senso de humor ótimo, fiz um bom amigo esse dia.

Caleb (Homg Kong), Kassila e Marie


Quinto dia: mais sobe desce, nada em especial além da fantástica paisagem, mas os picos gelados começam a ficar cada vez mais perto, no fim do dia estamos quase na porta de entrada para a montanha Annapurna, parece que se você esticar a mão na paisagem você pode tocar os picos nevados. E nem precisa dizer que a temperatura com isso despenca também! A noite é preciso duas cobertas. A comida durante o percurso sobe de valor de acordo com a distância e a altura, um prato que no primeiro dia da viagem custava cinco dólares, no sexto dia (que é o local mais distante) chega a custar vinte dólares, o mesmo prato. E não é porque o povo do Nepal é capitalista selvagem e quer arrancar o teu coro não, é só pelo fato de que eles tem que carregar todos os ingredientes para fazer a comida, inclusive o gás para cozinhar e aquecer, nas costas, é impressionante quanta força esses caboco tem no pescoço! Em um dos dias vi um grupo de Nepaleses carregando toras de madeira subindo morro acima... impressionante.

Senhor carregando folhas para a sua vila


O sexto dia é o melhor, não tem mais tanta subida íngreme apesar ser uma diferença de 1000 metros de altura é na manha, os últimos 500 metros é só neve pra todo lado a paisagem é branca, as últimas duas horas de caminhada foram de neve forte, o chão é bem escorregadio. Tem que prestar muita atenção o tempo todo, eu não senti tanto o cansaço da altitude como haviam me durante o percurso os que estavam voltando, só percebi que se eu fizesse qualquer esforço a mais tipo dar uma pequena corridinha para tirar uma foto, eu ficava mais ofegante, mas passava bem rápido também, acho que os últimos dois meses e meio de caminhada intensiva pelo mundo a fora me deixaram em boa forma, hehe. Chegando na base do Annapurna, depois de algumas horas o sol abriu por alguns minutos e deu pra ver a paisagem belíssima, tirei algumas fotos mas por algum azar dos diabos mexi em uma configuração da máquina sem perceber e a maioria das fotos saiu com o branco super exposto, só fui perceber depois quando não havia mais sol. Mas deu pra salvar umas fotos muito boas.

Avalanche bloqueando a estrada


No sétimo dia de manhã acordamos de novo bem cedinho, 5:30 da manhã para ver o nascer do sol, coisa que nunca aconteceu, quer dizer, o sol nasceu, nós é que não conseguimos ver porque o tempo estava super fechado! É... fazer o que, esse era para ser o visual mais belo de toda a viagem, mas fica pra próxima, tudo o que pudemos fazer é juntar as nossas coisas e começar a voltar (essa é uma das grandes desvantagens de ir com guia e pagar pacote fechado, se estivéssemos sozinhos poderíamos ter ficado mais um dia lá de bobeira e esperado o dia seguinte, que pelo que soubemos depois por outros que foram depois da gente no dia seguinte, o dia foi belíssimo. Mas num tem problema não é bom que tenho motivo pra voltar de novo depois de alguns anos. Este foi de longe o pior dia do trekking, uma das amigas da França que já vinha passando mal desde o segundo dia, piorou bastante neste dia, ela tem um problema crônico no estômago, então fomos bem devagar parando sempre para acompanhá-la e para checar se estava tudo bem. Para piorar a situação no início da trilha nevou bastante e com vento forte, e depois chuva o dia inteiro, muito frio, é... sem dúvidas!... o pior dia do trekking. Chegamos bem tarde ao nosso destino deste dia.

Annapurna Base Camp


Os últimos três dias foram de tempo bom, com chuvas esparsas, mas a Kassila (amiga da França) continuou passando mal, então decidimos fazer uma volta mais rápida cortando por um caminho mais fácil sem tanto sobe e desce, os últimos dois dias foram bem tranqüilos, três e duas horas respectivamente de caminhada leve.

Hospedaria em baixo da neve, pensa no frio!


Bom é isso, esse foi o meu trekking, a respeito dos detalhes práticos, tudo fica mais difícil a medida que se vai subindo, banho quente nos últimos dias é luxo e você tem que pagar por isso. Comida como eu falei chega a custar quatro vezes mais, o que mais me impressionou é o preço do ovo, dois ovos cozidos, por exemplo, no ABC custam quase cinco dólares. Dor você tem que aprender a viver com ela, ela vai ser a sua acompanhante fiel de todos os momentos, tem vezes que você passa três horas seguidas descendo degraus gigantes seu joelho parece que vai explodir! Roupas! Leve o mínimo possível, eu levei o suficiente e minha mochilinha do notebook deu conta do serviço, claro que nos últimos três dias só usei roupa suja e fedida né, porque no frio num dá pra ficar lavando roupa, mas quem ta ligando pro cheiro dos outros no trekking? (o que mais me impressionava era que de vez em quando passava umas mulheres pelo caminho todas cheirosas e eu pensava! COMO!!!???... mulheres, vai entendê-las). Normalmente quem leva muita coisa pro trekking (mulheres) paga uma outra pessoa além do guia para levar a/as mochilas, não sai barato a brincadeira não, mas pelo menos você não carrega peso nas costas subindo e descendo e consegue ficar cheiroso/a durante o trekking, hahaha. Dá pra levar o mínimo de roupas, um par de tênis, um conjunto de casaco e capa de chuva bons para o vento e chuva/neve, segunda pele para usar a noite pra dormir. É bom levar bateria extra para equipamento fotográfico ou seja lá o que você for usar de eletrônico porque nas vilas nem sempre eles tem eletricidade o tempo todo e muitas vezes você tem que pagar para usar a única tomada que eles tem disponível no lugar. Você tem que estar muito bem preparado física e psicologicamente para fazer um exercício deste, não vai pensando ai da cadeira do computador que você vai entrar no primeiro avião para fazer um tekking no Nepal se você não faz exercício nenhum porque não é assim que as coisas funcionam, muita gente desiste e volta nos primeiros dois dias, é MUITO puxado, não é brincadeira, quando o físico ta no limite o mental começa a te puxar pra baixo, você só quer parar e ficar ali, para sempre! Tinha dia que meus dedos dos pés doíam tanto que eu só queria ir mais rápido pra acabar logo com isso, e quando você acha que não pode piorar! Sempre pode ficar pior, chuva, avalanche bloqueando a estrada, frio, frio e mais frio! Mas como eu falei, para compensar tudo isso tem sempre uma magnífica paisagem ao seu lado, é só tomar um pouco de fôlego, olhar pro lado e seguir devagarzinho. É bom ter um calçado muuuuito confortável, eu tive de alugar um usado para fazer o trekking porque não tinha espaço na minha mala para carregar bota de trilha, não aconselho ninguém fazer isso, muita gente faz a trilha com tênis de corrida, é sem dúvida  a melhor opção, só é ruim nos últimos dias que você vai ter de andar na neve, o pé fica encharcado e congelado, mas sempre tem um aquecedorzinho de perna debaixo das mesas nos alojamentos dos picos nevados. Quem não tem preparo físico eu aconselho que comece a treinar pelo menos um mês antes, ande umas oito horas por dia, suba e desça escadas o máximo que puder (sem brincadeira, no mínimo três horas por dia subindo e descendo escada) e tudo isso com uma mochila nas costas. Daí acho que você não vai ter tanto problema e não vai sentir tanta dor durante o processo.

Highlights - Vista do caminho


Acho que é tudo, se alguém tiver alguma dúvida específica ou se eu me esqueci de falar algum ponto muito importante, por favor, faça comentários aqui em baixo ou me envie e-mail (labar47@gmail.com).
Abração a todos.

Hightlights - Outra amostra do que se vê por lá



Depois eu posto o resto das fotos no Flickr, tenho que atualizar muito ainda o blog, estou escrevendo da Malásia de uma ilha paradisíaca chamada Redang, simplesmente considerada uma das praias mais bonitas do mundo.


sábado, 16 de abril de 2011

Voltei!!!

Estou me organizando para escrever sobre o trekking e postar algumas fotos.
Já adianto que foi maravilhoso, a MELHOR experiência da minha vida.
Em breve...

Annapurna base camp - 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

12 dias off-line

Estou começando um trekking de 10 dias saindo de Pokhara a partir do dia 07 de abril, estou indo para a base de acampamento Annapurna no Himalaia. Por isso vou ficar vários dias off-line. Depois de voltar com as fotos mais lindas do mundo eu posto aqui como foi viver esta experiência maravilhosa.

Um grande abraço a todos.

Chitwan national park


Crocodilo no rio do parque de Chitwan



O dia hoje foi especialmente diferente! Fiz tanta coisa desde que acordei. Pra começar as sete da manhã eu fiz um passeio de canoa no rio do parque nacional de Chitwan, vi um crocodilo, foi meio tenso a canoa com umas oito pessoas parecia que ia virar o tempo todo e eu com todo o meu equipamento de fotografia, e ainda por cima num rio com crocodilos... haha... tenso. Mas correu tudo as mil maravilhas, paisagem belíssima.

Canoas no rio do parque de Chitwan


Depois disso fizemos um trekking de duas horas pela selva, eu vi um rinoceronte bem de perto, outro momento bem tenso. Ficamos a uns cinco metros do rinoceronte mas quase num dava para ver ele direito porque ele estava atrás de uma mata meio densa. Durante a trilha vimos alguns animais menores. Essa floresta é famosa pelos tigres e pelos ursos selvagens. Um fato curioso é que uma parte de mim queria muito ver esses animais na selva no seu habitat natural e tals, mas outra parte de mim estava rezando para que esses animais ficassem bem longe, hehe. Principalmente pelo fato de que os guias (que eram dois) não tinham nada além de um cajado de bambu para nos defender, hahaha... Eu perguntei porque eles não tinham armas e eles disseram que é proibido matar um animal. Um dos guias me disse que eles já perderam onze guias desde 1971 (inauguração do parque) para essas matas selvagens.

Floresta do parque de Chitwan


Após o trekking almoço e uma hora depois safári de elefante!!! Incrível, vou guardar esses momentos na minha mente para o resto da minha vida. A paisagem do parque de Chitwan é lindíssima, entramos com o elefante numa floresta de árvores altas e bem fechada. Durante o percurso vi dois rinocerontes um na água de um pântano e outro no campo aberto, vi vários cervos, macacos, pássaros, inesquecível experiência com certeza.

Safari de Elefante


Mais a tardinha fomos ao criador de elefantes ver os bebês gigantes, hehe. Pelo caminho vários arrozais, cazinhas de barro e palha. Fiz mais amigos aqui em Chitwan e a lista de amigos do facebook não para de aumentar! Quase todo dia vai um pra lá, haha. A beleza de se viajar sozinho é que você fala com todo mundo que está a seu redor, bom, pelo menos eu falo. Você nunca está sozinho de verdade o tempo todo. E acaba fazendo contatos em todo lugar do mundo só de ontem para hoje conheci uma garota francesa que mora em Israel, um casal da Tailândia, um casal da China (finalmente!). Estou muito feliz hoje, sempre quis andar de elefante e sempre quis ver essas paisagens belíssimas que tantas vezes vi na televisão no Discovery Channel ou no Animal Planet. Posso dizer hoje que foi um sonho realizado. Amanhã sigo bem cedo para Pokhara a cidade mais bela do Nepal, com vista para o Himalaia (foi mal ai  hein pessoal, bom trabalho para vocês amanhã).

Rinoceronte no Safari de Elefante

domingo, 3 de abril de 2011

Kathmandu

Passei os últimos três dias em Kathmandu organizando os meus planos para o Nepal, fiz amizade com um guia local que me levou para conhecer diversos templos e lugares turísticos aqui. Alugamos uma moto e ele me ajudou a dividir as despesas com o combustível, rodamos para cima e para baixo o dia inteiro nos últimos dois dias, são muito bonitos os templos daqui e a cidade apesar de ser bem movimentada é bem mais calma que a Índia. Foi uma experiência bem interessante dirigir uma moto nessas ruas estreitas cheias de gente e carros e motos buzinando, a velocidade é sempre bem baixa, mas só dirigi em alguns momentos não o tempo todo.

Eu de moto em Kathmandu


A poluição é muito grande aqui. É bem comum ver pessoas andando de máscaras nas ruas. Há muito menos lixo pelo chão do que na Índia, mas ainda sim é muito lixo. As ruas estreitas da cidade são basicamente totalmente voltadas para o turismo dos Trekkings, você centenas de lojas vendendo mochilas, botas, roupas para caminhadas, tudo, e tudo muuuuito mais barato que no Brasil, mas você tem que pechinchar bastante para se conseguir um preço melhor, assim como na Índia eles são bastante corruptos em relação a isso também, você consegue pagar a metade do preço inicial numa bota por exemplo, de 6000 rúpias cai para 3000. Peguei muita as manhas com o amigo que fiz que mora aqui, mas não estou comprando quase nada, só pesquisando os preços mesmo. Mas dá vontade de comprar tudo, mesmo sabendo que é tudo falsificado. Uma bota que no Brasil sai por R$ 500,00 aqui é R$ 120,00, e você não consegue ver a diferença, segundo o guia algumas peças são realmente originais, vai saber.


Eu em Budhanat



Bom por enquanto é isso, o último dia fiquei no hotel descansando porque não estava me sentindo muito bem, consegui deixar a Índia sem passar mal do estômago mas aqui no Nepal fiquei um pouco mal depois de comer um arroz com vegetais aqui no Hotel que estou, mas já estou melhora gora a noite, foi só um desarranjo passageiro, hehe. Agradeço a todos que estão acompanhando o meu blog e me dando força, hoje em especial ao meu priminho Miguel que eu fiquei sabendo que esta acompanhando de perto os meus passos. Abraços a todos e muitas saudades do Brasil.

Meu guia em Kathmandu - Babu Bullet

Nepal - Primeiro dia

O ônibus atrasou bastante para chegar, estava marcado para às 8:00 da manhã e nós saímos quase às 10:00, preferi pagar um pacote incluindo dois ônibus e uma noite num hotel na fronteira do lado do Nepal paguei 800 rúpias por tudo (o equivalente a R$29,00, achei barato considerando que estou indo para outro país) . A viagem foi bem longa, com diversas paradas pelo caminho. Fiz amizade com um Japonês muito engraçado de Tokyo e que não fala quase nada de inglês, e também com um Russo que também não fala quase nada de inglês, conversamos um tempão, foi muito engraçado. Durante a viagem também conheci um cara da Grécia e uma mulher de Portugal que mora na Bélgica a 15 anos, foi ótimo conversas um pouco em português, ela é apaixonado pelo Brasil e já veio aqui várias vezes, conversamos um pouco sobre a comida do Brasil e sobre bacalhau, ai ai, que saudades do arroz com feijão, e de uma comida sem ser picante!

Ônibus para o Nepal


Chegamos na fronteira com o Nepal durante anoitecendo, É preciso preencher um formulário dizendo que você está saindo da Índia, eles checam se esta tudo correto e você atravessa a fronteira, na saída tive uma última surpresa com os Indianos, o cara disse que eu tinha que trocar o dinheiro para pagar o visto do Nepal em rúpias do Nepal. Eu fui até o local e troquei os 40 dólares que eu tinha trocado para essa ocasião. Chegando no lado do Nepal, na hora de pagar o visto eu dei o dinheiro para o cara e ele disse que ali não tinha nem o equivalente a 30  dólares, eu falei que tinha trocado na fronteira e que o cara tinha dito que eu tinha que pagar em Rúpias o visto. O cara ficou bem indignado e disse que eles fazem isso todos os dias com todo mundo, são uns grandes picaretas, é incrível como o povo Indiano é corrupto!!! Voltei bufando de raiva pronto para aumentar a voz, o cara viu que eu estava extremamente irritado e perguntou qual era o problema. Eu entreguei o dinheiro a ele e disse que queria meu dinheiro de volta, falei que ele havia me enganado e que ali não tinha o equivalente para pagar o visto do Nepal. Daí ele disse com a maior cara lisa que eu não precisava trocar o dinheiro e que podia pagar em dólares. Respirei fundo e falei apenas para ele trocar o meu dinheiro, o que ele fez rapidinho. Todos caíram no mesmo truque alguns haviam trocados centenas de dólares.


Floresta da divisa Índia e Nepal



Segui para o hotel e dormi, as condições de higiene eram precárias, assim como na Índia, mas eu não estava esperando muito de um hotel de beira de estrada na fronteira. O dia seguinte foi mais penoso, o ônibus que pegamos era um ônibus local que parava o tempo todo para pegar e deixar passageiros. O que compensava era paisagem do lado de fora do ônibus, belas florestas de árvores bem altas e bem verdinhas, depois de uma hora de viagem começa um sobe e desce sem fim, contornando os morros, um rio largo passa do lado esquerdo da estrada por todo o caminho. Cheguei em Kathmandu anoitecendo, achei um hotel bem bacana, muito diferente do padrão Indiano. Finalmente vou poder descansar um pouco com um pouco de conforto, tenho até água quente!


Paisagem da estrada - Nepal

Índia - Balanço geral


Bom, por onde posso começar? A Índia é definitivamente um país que vai mexer com todos os seus sentidos. Cores vibrantes, odores dos mais diversos, estruturas gigantescas, paisagens naturais, etc... Definitivamente um destino muito interessante para se ter nos planos de viagem. A Índia, assim como o Brasil, é um país de muitos contrastes, o clima varia bastante do norte para o sul, as pessoas, os valores culturais. Tive a oportunidade de conhecer diversos indianos de diferentes estados e diferentes classes sociais. As vezes eu tenho a impressão de que estava em países diferentes.
A comida na Índia é um bocado diferente, eles adoram comer o tal do chapati ou naan (uma espécie de pão que lembra o pão sírio mas o sabor é bem diferente), embora chapati e naan não seja exatamente a mesma coisa eles são muito parecidos, normalmente o chapati é menor e não é feito com recheios. As comidas são servidas em pequenas travessas com molhos e tudo é no mínimo um pouco picante, alguns pratos são quase intragáveis de tão picante. Eles molham o arroz ou o pão no molho e comem com as mãos. É muito comum ver restaurantes que fazem diversas variedades de comida, chinesa, massas... mas tudo com o toque do tempero predileto deles que é Massala, o que deixa tudo com o mesmo gosto praticamente. Mas de maneira geral é bastante saborosa a comida indiana. Comi de tudo e em todos os lugares, consegui deixar a Índia sem passar mal, conheci muitas pessoas que também não passaram mal mas também muitas que passaram bastante, normalmente as mulheres passam mais mal com a comida.
As pessoas são de maneira geral muito amistosas e estão sempre prontas para te ajudar, desde que você peça por ajuda. Muuuuitas pessoas não sabem falar inglês e em alguns estados como Kerala por exemplo as vezes é bem difícil pedir informação nas ruas. Mas no circuito turístico você não terá nenhum problemas para se comunicar em inglês, só precisa prestar bastante atenção no que eles falam porque eles falam com um sotaque muito esquisito. Mas as pessoas que trabalham com o turismo na Índia, essas sim são insuportáveis, toda hora te chamando atenção na rua para te vender pacotes turísticos ou badulaques, são extremamente corruptos!!! Sempre querendo te passar a perna, em alguns momentos da vontade de mandar todo mundo ir para aquele lugar e ir embora, é muito estressante lidar com isso todos os dias, mas depois com o tempo você acostuma a já ir direto ao ponto e pagar o preço mais próximo do real, mas tenha em mente que você nunca, em qualquer ocasião vai pagar o mesmo preço que um indiano por exemplo num tuk tuk, isso é lei.
A respeito da Índia ser um país extremamente espiritualizado, eu particularmente não vi muito isso não, o turismo distorceu muito os valores culturais da maioria dos indianos, e os indianos com mais dinheiros tem uma mente extremamente capitalista, igualzinho qualquer pessoa vivendo num país ocidental. Nos centros turísticos a todo momento você é abordado para receber uma benção ou colocar uma flor no rio, ou receber um manchinha de pigmento no meio da testa, no início você pensa que é tipo um ritual, que aquela pessoa é espiritualizada, mas logo depois de você aceitar eles já vão logo falando um preço, e muitas vezes uns sem noção te pedem 5 dólares porque limparam o teu ouvido de uma coisa terrível que só eles conseguem enxergar, a Índia está cheia desses esquemas, muitos se aproveitam do misticismo das pessoa para extorquir dinheiro. Penso que para ver essa Índia espiritualizada você deve fazer um roteiro bem distante dos lugares mais procurados por turistas, ali você pode ver as pessoas fazendo os seus rituais e festivais religiosos, mas essa é uma outra viagem.
Sobre os meios de transporte é muito fácil se locomover na Índia por meio de ônibus e trens, as passagens de avião são bem mais em conta que no Brasil também. Os trens tem diversas classes, eu peguei quase todas, da mais barata até a classe A/C onde você só vê os Indianos com mais dinheiro, para viagens até 600 km o preço da classe A/C é até em conta também, mas para distancias maiores o preço é bem salgado. Andar pelas estradas da Índia de ônibus ou de carro é uma roleta russa, eles são completamente sem noção, ultrapassam nas curvas, buzinam a todo instante é insuportável, e a qualidade do asfalto é bastante precária em diversos pontos. Não aconselho ninguém a pegar ônibus, é muito tenso e não é a toa que lá se tem um dos maiores índices de morte nas estradas do mundo.
Os locais turísticos da Índia são muito bonitos, o Taj Mahal, os fortes, os templos, vale muito a pena ir ver isso, é uma pena que eles não cuidam da limpeza ao redor destes lugares mais famosos, muitas vezes se vê lixo por todo o lugar, os indianos jogam tudo no chão, sem a menor cerimônia, e não tem ninguém pra vir catar depois não, em alguns lugares o lixo se acumula de tal forma que é impressionante, e quando você acha que já viu de tudo, no próximo destino você vê ainda mais lixo... É realmente uma pena. Em diversos lugares você vê placas de conscientização pedindo para as pessoas tentarem deixar a cidade mais limpa, mas a consciência da maioria das pessoas é zero a este respeito.
Os preços aqui na Índia variam muito também, não é o país mais barato do mundo, mas também não é caro. O problema é só que as acomodações são muito simples de maneira geral e não muito limpas. Se você quiser ficar em um lugar mais arrumado tem que pagar mais caro por isso também. Eletrônicos de forma geral são bem mais baratos que no Brasil, transporte também. Alimentação sai bem em conta se você não come muito, média de uns 5 dólares por refeição.
Bom finalizando, tive muitos momentos bons e também alguns bem desagradáveis na Índia, é um país muito intenso, as vezes te deixa estressado, tem muita coisa bonita de se ver, tem muita gente boa também. Apesar da pobreza o povo indiano não é violento, você pode andar com correntes de ouro nas ruas, celulares de última geração, e não vai ver ninguém vindo te assaltar a mão armada, isso para mim é um ponto muito favorável para a Índia e infelizmente do nosso Brasil eu não posso falar o mesmo. Tenho sempre muita vergonha quando os estrangeiros me perguntam se no Brasil é seguro andar com câmeras, relógio, etc. e todo mundo que ir principalmente para o Rio de Janeiro. Mas penso que devido a copa do mundo e as olimpíadas essa situação possa mudar um pouco. 

sábado, 2 de abril de 2011

Um dia em Varanasi

Nascer do sol no rio Ganjes


O meu dia começou bem cedo, eu acordei 5:30 da manhã para pegar o passeio de barco e ver o sol nascer no meio do rio Ganjes. Foi uma ótima experiência, a paisagem é muito bonita. Havia diversos barcos com turistas fazendo o mesmo passeio. Centenas de Indianos fazendo a suas preces, praticando Yoga na beira do rio, se banhando, isso as 6:00 da matina!Incrível. O barco passou em frente a uma cerimônia de cremação, haviam diversas pessoas realizando rituais e orando ao redor do corpo em brasas, eu passei um pouco de longe e já estava quase no final, eles já estavam jogando água. O barqueiro disse que era proibido tirar fotos. O passeio dura uma hora, definitivamente vale muito a pena fazer esse passeio.


Pessoas se banhando no rio Ganjes



Depois disso fui cuidar de alguns detalhes que estavam pendentes para a minha ida para o Nepal, andei bastante pelas ruas apertadas e mal cheirosas da quente Varanasi. Eu e a Júlia achamos um restaurante muito bom e barato perto da beira do rio, conversamos bastante sobre a Áustria e sobre a Europa, foi um dia agradável, fui dormir bem cedo este dia para acordar novamente bem cedo no dia seguinte e pegar o ônibus para o Nepal.


Local de cremação dos corpos

Ruas estreitas de Varanasi