sábado, 26 de março de 2011

Ashran da mãe do abraço – 20/03/2011

Passei os últimos cinco dias no ashran rosa da mãe do abraço. Foi uma experiência muito interessante. Conheci muita gente legal e pude conversar bastante e também ouvir bastante estórias. Você encontra todo tipo de gente num Ashran, desde os mais devotos e disciplinados que moram lá a 10 anos até os turistas passageiros que foi o meu caso.

Foto do Ashran - Vista externa


Tive a oportunidade de fazer trabalhos voluntários todos os dias, lá eles chamam de “SEVA”, tem todo tipo de serviço você pode escolher o que quer fazer. Eu ajudei a lavar o pátio, carregar livros, caixas, enxugar pratos. Eles também tem serviços mais técnicos dependendo da sua formação. Quem está a mais tempo cuida da parte administrativa do Ashran.
O local é muito grande, diversos prédios muito altos que comportam milhares de pessoas, existem atualmente mais de 2.000 pessoas vivendo lá e sempre há muitos estrangeiros chegando todos os dias. Para ficar lá você paga uma quantia de 200 rúpias, que equivale hoje a R$ 7,40 e você tem direito a três refeições diárias bem no estilo indiano, bem picante. No último dia eu já estava meio enjoado porque é quase sempre a mesma refeição e de manhã eles comem comida normal com arroz e legumes. Mas você também pode comprar comida ocidental lá dentro na cantina. Eles tem uma cozinha a parte e fazem uma porção de pratos como hambúrgueres, omeletes, macarrão etc, eu não comi lá nenhum dia, mas o pessoal disse que era muito bom e muito barato também.
Eles tem algumas rotinas diárias como canto as 4:30 da manhã, e 6:30 da tarde, meditação na praia ao pôr-do-sol (lindo o visual). É proibido tirar fotos dentro do Ashran então eu não pude ir com a minha máquina até a praia para tirar fotos e nem pude fotografar o interior. Tirei apenas essas fotos, uma da janela do meu quarto e outra de fora do Ashran dos prédios cor de rosa. O complexo de prédios fica localizado na beira da praia e do outro lado tem um largo rio que passa, a marginal deste rio é cercada de coqueiros, o lugar é lindíssimo. Durante as cerimônias se pode sentir a energia da corrente que é formada quando eles começam a recitar os mantras, é um evento bonito de se ver, as mulheres indianas cantando em perfeita sincronia e harmonia.


Vista para o rio que passa ao lado do Ashran



Eu não tive a oportunidade de conhecer a mãe do abraço, eles a chamam de Amma que é a abreviação de Amritanandamayi, ouvi diversas estórias sobre ela e fiquei muito curioso para ver ela de perto, espero um dia poder encontrá-la e receber o seu abraço. Fiquei sabendo que ela faz diversos tours pelo mundo e que ano passado ela foi a São Paulo.


Vista do meu quarto



As acomodações são muito simples mas o local é limpo e arrumado, todos estão sempre trabalhando para manter tudo em ordem. Achei muito legal as pessoas todas se ajudarem sem esperar nada em retorno, penso que se todos fizessem isso no mundo teríamos uma sociedade muito mais evoluída e com certeza com muitos menos problemas e desigualdades. Deixei o Ashran logo cedo pela manhã para pegar um ônibus e depois um trem e depois um Tuk tuk com destino ao aeroporto de Cochin, voei para Delhi no mesmo dia. Penso que todos que visitam a Índia deveriam, pelo menos por alguns dias, visitar um Ashran para ver como é e sentir a energia do local, neste Ashran, pela primeira vez na Índia, pude sentir o que as pessoas tanto falam sobre a Índia ser um país tão espiritualizado, coisa que não se vê nos lugares turísticos com certeza. Acho que para ver esse lado da Índia você tem que planejar com antecedência e ter algum guia que conheça esses lugares especiais.


2 comentários:

  1. Que legal! Esse lugar é tipo o que a Julia Roberts vai no filme comer , rezar e amar? Parece uma experiência super interessante!
    Beijos

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  2. Eu fiquei no 13º andar por 9 dias com vista para o rio. A sua pelo jeito era com vista para o mar!
    Mas eu tirei fotos da praia, das meditações,
    e da rua, não era proibido a parte externa.
    Também atravessei o rio de barco, conheci a faculdade de bio-tecnoloogia da Amma, comprava frutas e usava a internet do outro lado quase todo dia.
    A parte proibida que fiz foi, por 2 dias seguidos, pegar o ônibus e tomar banho de mar (de roupa é claro...rsrs). Vi golfinhos e águias ajudando pescadores e filmei, foi perfeito!
    Também adorei estar lá, conheceu os brasileiros que moram lá? Mayumi da internet, Gila da loja, Suria do Plantio de Tuja e o Sandanam que organiza o SEVA - Holandês que fala português super bem?
    Ah que eu só comia comida ocidental a R$ 4,00 refeição completa com suco. A indiana me matava!

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