A chegada em Bali foi um pouco tensa porque logo na entrada do saguão do aeroporto eu vi uma grande placa dizendo o que era necessário para entrar em Bali e um dos itens era passagem de retorno comprada, suei frio, ninguém me pediu isso em nenhum dos países que visitei até agora, fora Londres, mas no fim deu tudo certo. Logo de cara tive que sacar para pagar os 25 dólares do visto e tive uma surpresa, os valores no caixa eram absurdos de grande, saquei logo um milhão, depois fui ver que um milhão equivale a aproximadamente US$ 105,00. Em Bali todo mundo é milionário.
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| Resort de luxo, Nusa Dua, em Bali |
No meu segundo dia conheci uma garota pelo site do couch surfing (www.couchsurfing.org) e combinamos de ir logo cedo para uma praia fazer trabalho voluntário de limpeza dos corais, recolher o lixo que as pessoas jogam no mar (se vê muuuuito disso por aqui), mas acabou que como eu fui de última hora sem avisar não tinha equipamento de mergulho para mim e eu tive que esperar na praia mesmo. O lugar era uma resort de altíssimo luxo, me deitei em uma cadeira super confortável e acabei cochilando ali mesmo. Depois, antes de ir embora, tive a oportunidade de andar em um veículo engraçado que eu só tinha visto na internet antes deste dia, você movimenta ele com o peso do corpo, muito interessante, é movido a eletricidade e tem autonomia de uns 30 km por bateria.
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| Eu no veículo elétrico |
Depois fomos andar pelas ruas de Bali, andamos praticamente o dia inteiro e conversamos bastante, achei super interessante porque ela é muçulmana e usa aquele pano na cabeça (burca) até mesmo para mergulhar ela não tira aquilo. Conversamos bastante sobre as diferenças culturais do Brasil e de outros países que visitei. Ela é uma pessoa super inteirada de tudo, muito diferente do que eu pensava sobre as mulheres mulçumanas, vê vários filmes e séries de TV, curte altas músicas. É claro que tive que perguntar o porque do uso da burca e ela me respondeu que no caso dela é por opção, ela usa se quiser e não tem ninguém obrigando ela, e na família dela nem todas as mulheres usam.
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| Irma, Jakarta - Indonésia |
Ela é de Jakarta, capital da Indonésia, foi bastante diferente andar pelas ruas de Bali e entrar em diversas lojas com alguém que fala a língua local, todos até te recebem melhor só por você estar com a pessoa que fala a língua deles. Fui a dois restaurantes bem tradicionais, daqueles bem pé de chinelo, pra ver como era a verdadeira comida da Indonésia e não as que eles vendem pra turista ver, foi interessante a experiência. No final do dia dei uma super mancada, quando fui me despedir nós estávamos no meio da rua na frente de um monte de moto-taxis e eu fui dar um abraço de despedida e ela travou, e falou toda sem graça, nós não fazemos isso! Fiquei super sem graça, os carinhas das motos ficaram todos zoando e rindo alto, ela ficou super sem graça e eu mais ainda, hehe, coisas de diferenças culturais!
Os outros dois dias depois deste foram meio parados, fiquei só na praia próxima ao local que estou, Kuta, e aproveitei para atualizar o blog e as fotos que ainda estavam no Nepal. Depois disso aluguei uma scooter e sai andando pelas ruas da cidade e visitando as praias mais distantes, adorei a experiência embora seja um pouco tenso porque aqui a mão é invertida e o trânsito é caótico, mas nem se compara com Índia ou Kathmandu, então eu tirei de letra.
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| Eu de scooter nas ruas de Bali |
Dia cinco de maio chega aqui um amigo que eu fiz no Nepal, o Caleb que Fez a trilha do Annapurna base camp comigo e as meninas da França. Por incrível que pareça tenho ficado muito sozinho em Bali, não sei porque, pela primeira vez na minha viagem não encontrei ninguém por aqui para ficar saindo e fazendo os programas turísticos, não achei nenhum albergue com dormitórios (que é sempre o melhor lugar para fazer amigos) e aqui as pessoas vem mais de casal ou em grupos. Kuta é uma cidade muito agitada e é coalhada de pessoas por todos os lados, surf aqui é o que não falta, prancha para todo lado, escolinhas de surf, lojas de artigos esportivos, etc. Bali é muito diferente daquela realidade mostrada no filme da Julia Roberts (comer, rezar e amar), eu vim com a espectativa de encontrar um lugar mais calmo e tranqüilo com paisagens bonitas e clima bucólico, mas Bali é o exato oposto disso. Para se ter mais ou menos esse panorama você tem que ficar em Ubud, mas além de ser tudo muito mais caro, é isolado de tudo e longe das praias.
Aqui em Bali você encontra templos para todos os lados, no meio da rua, no meio das lojas de surf, surge um templo todo em estilo antigo com estátuas de Deuses Hindus, as pessoas são bastante religiosas por aqui, no hotelzinho que estou ficando todo dia bem cedo o rapaz bem novinho pega a oferenda e pões na frente da porta de entrada e outra no altar, é muito comum ver essas oferendas para todos os lados.
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| Templo no meio das ruas de Bali |
Hoje, 04 de maio de 2011 fui fazer um mergulho num dos melhores pontos daqui de Bali, visitei um naufrágio de um navio americano, foi sensacional! No meio do mergulho surgiu um cardume enorme de peixes, nadei no meio deles, eles pareciam nem se importar, vi peixes enormes e também bem pequenos de todas as cores, vi também uma arraia. Gostei bastante da experiência, fiz dois mergulhos nesse ponto. Meu parceiro de mergulho foi um Colombiano aposentado que tem um restaurante de frutos do mar na Colômbia e hoje viaja o mundo atrás de pontos de pesca-sub e mergulhos. Seu nome é Juan, super simpático, conversamos bastante adorei conhecê-lo, combinamos de fazer o trekking do vulcão juntos.
E por enquanto é isso, Bali esta sendo muito legal, mas não tanto quanto eu esperava, também resolvi ficar menos tempo por aqui, a princípio a idéia era ficar um mês, mas a ilha é muito pequena e eu já vi quase tudo o que tinha que ver por aqui, dia 10 de maio sigo para Singapura onde encontro outro amigo que fiz quando estava na Malásia, agora eu começo a não só fazer novos amigos, como também a re-encontrar os que já fiz, estou adorando tudo isso. Espero que ao final deste ano eu tenha amigos espalhados por todo o mundo. Um forte abraço a todos.





Oi Guilherme!
ResponderExcluirQue legal que você está conseguindo reencontrar seus amigos!!!! Muito bom! O ruim de trabalhar é não ter tempo para viajar... Fico morrendo de vontade de viajar quando leio seu blog.
Beijos,
Vanessa
Entao quer dizer q seu charme latino nao ta funcionando em Bali hauhauahuahuaha
ResponderExcluirTb sempre tive vontade de andar num treco desses =)
hehehe, sempre me encontro em teus depoimentos. Na Croácia, tive o mesmo problema de diferença de cumprimentos - eu sempre ia dar dois beijinhos e lá é só aperto de mão, ai uma vez o cara achou que eu ia beija-lo na boca. Morri de vergonha!
ResponderExcluirE, quanto aos amigos, adoro essa citação: "A journey is best measured in friends, rather than miles.” – Tim Cahill
Aproveita, moço!
Bjos,
Tati